Não
me incomoda. Nem um pouco. Que as ruas se vistam do que os transeuntes lhes
queiram adornar. A servir propósitos vários. Os que me fazem sentido e os
outros. Cartazes largos e letras garrafais. Frases que ganham terreno no ouvido.
Braços levados ao ar. Mãos feitas em punho ou pensadas como finas penas.
Corredores de gente. Vozes sintonizadas. Uníssonos variados. Faixas largas e
letras encarnadas. A cor da pele num convívio que havia de ser replicado. A
convicção a juntar e a servir a comunhão. A pensar a sociedade e a levá-la à
evolução. A firmeza nos passos. A certeza de que agir é, sem sombra de dúvidas,
melhor do que fingir. Tudo isto, claro, encabeçado pela cidadania consciente.
Usar as ruas, sem recorrer a artifícios, para marcar uma posição. Não me incomoda.
Só me castigo por não me ver envolvido numa ou noutra cuja causa apoiei com
firmeza. E volto a teimar com a mesma certeza. Hei-de fazer tombar o rosto de
um ou outro familiar. Com esses desisti, algures, de fazer da prosa uma demora.
Demarco-me da opinião e travo antes de o baralho desmoronar. Contudo, vezes há
em que me esqueço e entro numa guerreia oral – com as devias cordialidades -
que não tem montante nem jusante. Incorro num esboço da minha fácies, mais
fechada e assumidamente zangada, quando a intolerância chega de tipos – homens e
mulheres – com idade para saber distinguir. Pessoas com a minha idade ou menos,
donos de um ruído interno que lhes consome o discernimento. E,
consequentemente, que mutilam a realidade do outro. Lamento a política perdida.
E as mentes cujos donos parecem acéfalos. Não me incomoda, senão a volatilidade
de uns e a carência emocional de outros. À rua o que é do povo.
Mostrar mensagens com a etiqueta cidadãos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cidadãos. Mostrar todas as mensagens
2.5.17
8.10.14
Lá diz o rifão.
Brincam,
vaidosos. Vil comando que não conduz a sabedoria de gerir um número de plurais
pessoas. É um jogo pernicioso. Tão torpe que não há justificação que combata um
discurso ardiloso. No mesmo toque, negligente o suficiente para moldar e ferir
vidas que não têm voto, senão na hora das massas se sentirem na obrigação de
lhes fugir, o mais rápido que lhes saia do pêlo. Disso, ensaio e experiência,
sobra-lhes. Um país que deixou de ser um convicto e sensato gestor, para tomar
as rédeas de um irrisório perfil. Por estes dias, velhacos, voltam a dar e a
tirar. A moda de que quem faz por bem, semeia o bem, é de sobremaneira ultrapassada
nestas mesmas vozes. Velhacos. Não sou professor, mas conheço a dança de quem segue
um sonho. Hoje decide-se. Amanhã regride-se. Entre o ontem e o hoje, mudam-se
vidas, moradas, relações. Mantêm-se, porventura, as convicções. É a sorte deste
trapaceiro modelo, que vive e sobrevive à conta de um povo melindrado e, ainda
assim, convicto das suas ambições e obrigações. Não fosse a realidade dos factos
anteriores, restar-nos-ia o conforto de um ditado, quem dá e tira vai para o
inferno.
Subscrever:
Mensagens (Atom)