Há
expressões ou inócuas palavras que, sem espicaçar a memória, me lembram alguém.
São fáceis. Hábeis. Desbastam levantamentos de outros tempos. (Risada!) Ironia das ironias. Não
esqueço. Porventura, esta é a palavra que mais vezes me induz lembranças.
Porque me leva para uma relação feliz. Tão feliz! Mas, também as lembranças
deviam ser passíveis de consumo com data de validade. Pois, mudam. Pois,
esgotam-se. Pois, no instante final, tiram a vida ao atrasado. No mexido centro
da nossa cidade, ambos acompanhados. Ela com ele. Eu com ela. Em sentidos
opostos, passamos lado a lado. Cruzamos olhares. Um sorriso desmaiado.
Seguimos. Quem me acompanhava, reparou. Bonita,
disse-me. Sorri-lhe. Sim, mas já passou,
disse-lhe eu. De linhas e contornos literais. Hoje, sou brutalmente mais feliz.
E seguimos caminho. Não sei se para sempre. Mas felizes.
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13.1.14
11.11.13
Foi no sábado passado.
Cheguei,
pedi uma bebida ao balcão e segui para a mesa junto ao arco que dá acesso à
outra sala. O lugar, não negando as origens, é escuro, um tanto sossegado, não
fossem os diálogos vizinhos soando burburinho. Mais tarde, em abono da verdade,
daqui a escassos minutos, uma banda vai tocar. Cantar, também. Já os conheço.
Melhor, reconheço. Sou visita. Apenas, devo assumir, porque somos visita. A
bebida já chegou. Fugi, por enquanto, à imperial. Bebida de homem. Homem
crescido. Ouvi em tempos. Não interessa o que pedi. Nem, tão pouco, é
personagem. O rapaz do bar, enquanto pousa a bebida, mete conversa. Lá está,
reconhece-me visita. Voltou ao trabalho. Eu mantenho-me por aqui, sentado. À
espera. Enquanto isso, observo. Defeito de todo o tempo. Mato o tempo.
Espreito, de tempo a tempo, o meu relógio. Bonito, porque mo gabaram outras
vezes. Vou largar o tempo que vem querendo protagonismo. Vou bebendo.
Bebericando o que encheu o copo. Chegou. Ela. Protagonista superior num texto e
discurso sem ponto, de sinceridade e composto de letras que se fazem pássaros,
de livres. Levanto-me. Para a receber. O resto ficou para nós. E, uma parte,
para os que, entre burburinho, têm o feitio de observar.
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