É,
toda a parede de fundo, de azulejos vestida. Quadrados exactos, fundo branco,
por amarelo e azul riscados. Formam um desenho bonito, a fazer lembrar os de
outros tempos. É um jardim improvisado. Depois das janelas largas, ei-lo
montado. Paredes altas, largas, típicas dos prédios antigos. Vasos amplos, com
flores a condizer. Verde e outros tons de mãos agarradas. Cheira bem, olha as
rosas empinocadas. As cadeiras com almofadas. A mesa comprida e bem caprichada
no arranjo. Descem dos ares luzes várias e vasinhos com ervas efusivas. Temos
direito a bebidas frescas. Na parede pintada a rolo, um espelho redondo, a
imitar os rostos. Fez-se luz e num desassossego tornaram-no eficaz, cheio de
utilidade. Ali, encerrados naquelas medidas nada exageradas, apetece fins de
dia partilhados e noites sem horas. Tempo quente e a lua presente. Olhamos à
volta e está confortável, confiante. Sobre nós o azul do céu. A vizinha do
andar superior não remoca. Bem pelo contrário, assoma-se à janela e, de copo na
mão, sugere o brinde. Quão castiça, a mulher e a acção. Braços ao ar, daqui um
sonoro CHEERS! Temos música de fundo,
sai de uma coluna Marshall, negra e
ainda mais embelezada com dourados e encarnado vinho. “Summer Wine”, a duas vozes, é agora a maestrina do ambiente.
Matraqueamos como é nosso apanágio, entre as risadas sentidas e as bebidas
servidas. Olha ali, sai a fotografia para o Instagram.
Poses, cabelos aconchegados, risos nada forçados. Prefiro as fotografias para
lembrar, sem pelas redes sociais passar. Mas não tenhamos dúvidas, amizade é
viver e partilhar. Esquecendo as moléculas da cobrança. Estar é sinónimo de
respeitar. Muito mais quando temos uma parede azulejada a fazer as honras de
fundo. Olaré!
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27.4.17
11.9.14
Glosar enquanto toma um vinho.
Desliguei
a pretensão deste acto se tornar num mote. Pelo menos, vistoso, válido e
pertinente. Mesmo com o ambiente certo à volta. As paredes seguram molduras
para não esquecer. As paredes têm um tom gasto, propositado. O matizado de dois
tons. A moda evoluiu, a decoração de tantos espaços mantém-se fiel. Ao
proprietário, à sala, aos clientes que o procuram e, inevitavelmente, voltam.
Tenho para mim, que à essência. A madeira que sobe desde o rodapé até à medida
certa. As toalhas de ponto trabalhoso sobre a mesa. O vinho tinto que chega
como deve ser pegado. O requinte e a malvadez dão as mãos. Pernicioso, este
atentado que é a vontade de escolher sem conhecer. Perde-se o desenvolvimento,
pelo mote mal interpretado. Surpresa. Pode servir.
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