Em
teus braços, a convicção ganha bravura e sensatez. Aquela necessidade
semelhante à vontade de roer a angústia sob pena desta se tornar o todo. É uma
desordem das convicções. É um absurdo de quem pensa com os centímetros do
passeio lá da rua. Da rua de onde não saem, fugindo à imperiosa e real reunião
de quem se volta para a ausência de compromisso com a fatal igualdade do
figurino. Extenso, externo. Intenso, interno. Estreia o fim. Ou com o final
escancarado. Portugal tem outras opções. Tão triviais como o nome e sobrenome
não darem as mãos à irremediável elite de danças típicas de um fim de noite em
que as discussões tomam-lhes as sinapses. Portugal também vive o privilégio de
esperar encontrar de todo o gosto. De tudo em convivência. Do figurino à
desenvoltura de ideias e à criatividade no discurso. O fim-de-semana ligou a
cidade.
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9.9.14
30.6.14
Escolhe uma cor.
Constantemente
não é óbvio, remédio que convém à torção de um músculo que já não ensaia. Na
terra batida encontramos tudo. As botas com desenhos distraídos da terra
fugidia, os botins de todas as estrelas, os ténis de corrida, os ténis com a
marca adornada no desenho da mais recente moda, os sapatos assimétricos, também
os clássicos e, imagine-se, os chinelos e os saltos. No pé de cada nome,
naquela terra batida, olhamos de tudo. Tanta gente junta, tanta diversidade
feliz. Calca-se a terra a cada passo adiante. Tanta gente reunida. Fazem-se
grupos de amizade. Amigos e conhecidos em roda. Risada, conversa e gargalhada.
Mas há sempre quem nos arrepie. A pele ganha outra textura, um toque de relevo
robusto da sensação desprevenida. E ficamos a vê-la. E ficamos a ouvi-la. Só me
interessa se tiver passagem desligada de repetidas imagens. Na terra batida
sustentam-se relações. Investem-se razões para conhecer quem és.
15.11.13
Ei-lo, o cardápio. São servidos?
Não
fiquem embasbacados. Fui convidado para um evento, cujo dress code exige smoking.
O meu armário não se poupa, entende-se, portanto, que tenho o que vestir. Felizmente.
Agora, que tenho um armário com memória de opulento lugar e uso vocabulário
importado, como dress code, sou
candidato a distanciar-me do termo, que me ocorre de momento, indivíduo light. Contudo, abrangentemente
utopista, quiçá. Melancolicamente quimérico. Surgem-me dúvidas. É a dualidade.
Nem sempre sopa, nem sempre o primeiro e segundo pratos. Há regimes que são
autênticos linchamentos. A sobremesa vem no fim. Sem sujar o pomposo fato
negro.
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