Começo,
por vez, por guardar a merecida ressalva. Não gosto de generalizações e, em
tempos, disse-lhe, tão petiz – não importa mesmo a quem – em resposta àquela
voz arrepiada, que são perigosas. As generalizações, tão vizinhas da
vulgarização. Porventura, tê-lo-ei ouvido ou lido num dos sem número livros que
guardámos lá em casa. Há desassossego por cada canto. Há pressa de quem não
espera em cada divisão, em cada estrada e em cada localidade. Há sol a brincar,
ninguém quer desperdiçar. A elegância foge dos pés. O requinte perde-se na
formulação conseguida naquele minuto, no exacto e impertinente segundo em que a
voz ganha fervor, desajuste que não combina com a simplicidade de viver o
descanso. A tendência de olhar para o calçado de alguém num rasgado primeiro
momento é um impulso como outro. Por esta altura, talvez se faça como resposta
uma valente e impetuosa alegoria. Levantam-se falsos testemunhos. Por tudo, por
nada. Mesmo que se comece por baixo. Sem a aflição de chegar ao topo. Mesmo que
não passe de uma fingida jornada.
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18.8.14
4.8.14
De soslaio num Algarve de agitação sem fim.
Praia,
sol de quando em vez, esplanadas carregadas de gente, conversas e bebidas
frescas, uma típica aragem de fim de tarde num dia de céu mais buliçoso. Pelo
Algarve de pessoas sem fim. No Algarve que vive o ano inteiro, mas exprime
excelso movimento por esta altura. Verão quente, como dantes. Verão desregrado,
como agora. Chegados ao portão grande, aguardamos que a câmara de vigilância
nos anunciasse. Aguardamos no carro. Havia sossego, do que nos era possível
entender. Contudo, esperar-nos-ia uma festa. Por fim, abriu-se o portão.
Entramos. Fomos recebidos e convidaram-nos a entrar. Bem-vindos, desfrutem. Disse-nos
o dono da casa enquanto nos encaminhava para o jardim, um patamar acima da
piscina. As colunas estrategicamente colocadas pelo espaço, salpicavam o
ambiente. O resto, quando for propositado, saber-se-á. De qualquer modo, não
deixou de ser um agradável amuse bouche
para o aniversário que se seguiria. Algarve, mar de qualquer destino.
17.8.12
Fim-de-semana.
Nem sempre estamos disponíveis, estando. Parece-me, cada vez mais, que quando nos limitamos a "fazer nada" é quando o tempo se resigna e não fazemos mesmo nada daquilo que vínhamos programando.
Enfim, filosofias à parte, aproveitei um fim-de-semana para rumar a uma zona do nosso país de que gosto bastante. Onde já passei bastantes temporadas e cada uma especial por si só. As saudades desses tempos, desses verões, desses amigos são tão sentidas e fortes que não consigo descrevê-las para além disto. Por mais que o tempo passe, não esqueço.
Estes dois dias valeram por uma semana ou mais de férias! Passei pelos mesmos lugares. Passei pela casa onde tantas vezes rimos, brincamos, jogamos, partimos copos e pratos, choramos em jeito de verdade, desabafamos, fomos sinceros. Éramos muitos e todos estavam no sítio certo, com a idade desse tempo. As ingressões pelo mato em direcção à praia eram uma valente diversão. Nem falo dos jogos de matraquilhos. Ou das garrafas caídas. A piscina teve o seu espaço.
Um fim-de-semana soberbo! Desta vez, a companhia foi diferente, igualmente boa. Divertimo-nos tanto, de outra forma. Respiramos sem medo. A repetir.
No meio de outros afazeres e de outras preocupações é tão bom puder fugir da rotina.
Espero, com verdade, que este post marque o meu regresso ao blog.
Até já!
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