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2.2.15

Uma noite de risada pegada e uma imagem bem guardada.

Aí em casa. Aqui também. Prestem atenção, gente de bom coração. Volta, tempo sim, tempo não. Queremos sempre, escolhemos quando dá. Temos coisas para ti, tenho coisas para vocês. Batem as pestanas das meninas, piscam os olhos dos rapazes. Tudo bem medido. Conversas sem fim, como se insiste no termo da semana. Ascende a tentação de ficar no sossego. Gente minha, à volta das palavras, das histórias com final. Uns felizes, outros tristes aprendizes. À volta da ironia característica, no conforto da partilha e do quente tão típico. Pediram-me, no meio de tudo isto, que desenhasse. Que a desenhasse. No mínimo, que fotografasse. Que a fotografasse. Por favor, voltou a insistir. Não dou tréguas com facilidade. Não é maldade de génio caprichoso e altivo. É o lamento do receio. Porque não é uma opção. Nem sei se, porventura, é uma necessidade. Permanece por aí, pedi. Vamos ver. Ligámos, via Skype, para outra parte deste grupo, para um país que nos levou uma boa margem. Agora, todos, fizemos um relato sem fim. Bebemos e brindámos à amizade longa. Rimos com vontade. Até do sarcasmo voraz. Partilhámos. Nisto, decidi guardar-lhe a pose. Sem dar por isso. Enquanto ouvia atenta e ria em resposta. Voltava a cabeça e girava o longo cabelo. Não lhe disse. Voltámos ao brinde, à conversa sem medida e à partilha à distância. Toma. Beijou-me, antes de ver. Obrigada, disse-me. Vou dançar com outra convicção. Tão contente por me fazeres em pausa nesta noite de feliz confusão, continuou. Outro beijo. Rimo-nos. A sério, rimo-nos sempre. Por bem. Juntos, seja qual for o motivo. Todos os dias que o ano tem.

7.7.14

Tema desenvolvido em verso. Prosa, talvez.

Em letras garrafais, o nome da sala onde se pode ouvir música variada e guardada numa caixa que soa e ressoa pelo espaço, ainda dançar e tomar umas bebidas. Onde há fumo fictício e gente a falar de corpos colados. Pessoas bonitas fisicamente e despidas. Pessoas despojadas de roupa e de outros predicados relevantes. No cimo daquela porta larga, onde alguém encostado escolhe entradas, está um emaranhado de letras, que dá o nome à casa. Naquela rua de cidade antiga, que chama sempre um valente concurso de convivas. Chamam as letras a atenção dos reunidos. Na mesma rua, no lado oposto, o mesmo traço arquitectónico tem varandas curtas, tem janelas de sacada escancaradas. Tem movimento. Pé dentro, pé fora. Tem tectos desenhados. Receberam-nos à entrada, começaram os risos e a conversa antes de subir a escada. Divirtam-se e desfrutem, foi o mote.

19.8.13

És ou estás “in”?

Não sei se és ou estás in. Não sei qual é o medidor, nem qual é a definição. Talvez desconfie, mas prefiro o sossego ao trabalho de definir. Mas quando te sentes bem, no lugar e com as pessoas certas, talvez, nesse instante, estejas in. Estar in, a par de outras coisas, é um estado, não é uma definição. Provavelmente estás ou és in, quando depois de te perguntarem onde foste no sábado passado, ouves um valente e entusiasmado: “Eh lá!”.

26.10.12

Bom fim de semana.

 
Na sequência de uma semana não tão produtiva e muito pouco feliz, por diversas razões, fica vontade de que o fim de semana me indique um caminho bem mais doce.
 
Bom fim de semana!