Vou
ser somítico. Bastante apegado às palavras. Vou poupar-lhes o desgosto de
gastá-las, se assim conseguir. Naquela rua da baixa, hoje movimentada, noutros
tempos ainda mais festejada, passávamos. Num dos prédios que sempre gabo, vive
uma montra de loja, que é novidade, sangue novo e negócio contemporâneo. É
dinamismo e devoção na mente criativa que, felizmente, decidiu fazer-se de
coragem e de obras às ideias, entender, por fim, concretizar. Havia gente a passar, de língua
afiada, da montra a desdenhar. Nós parámos. Ficamos a olhar e a ver. É letras e
sonhos. É bravura de quem não desiste, nem perde sombra dos seus instantes a
mordiscar a carne e a vida alheias. Hei-de lá voltar.
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29.5.14
25.11.13
A minha mãe tem um envelope.
Sair,
para fazer compras, pode tornar-se enfadonho, uma verdadeira maçada. Não raras
vezes, faço-o com a minha mãe. Seja avenida acima, numa ou outra loja de nome
sonante, seja no comércio tradicional ou, irremediavelmente, num centro
comercial. Num dos passados fins-de-semana, fizemo-lo novamente. Assistimos,
como esperado, a um género de combalido desfile de fashion week. O bom gosto perde-se, totalmente diluído no nímio
desajuste da realidade. Acontece, quer na loja onde somos recebidos à entrada,
com todos os formalismos, como na loja de vestuário low cost. O dinheiro engana, mas não mente. Ignorando, a dada
altura, os exibicionismos do tempo
presente, que obriga à elevação dos egos. Voltamos à conversa. O propósito,
dizia-me ela, era comprar uma clutch envelope.
Algumas lojas depois, encontrou-a. Descobri que, envelopes, ultrapassam o
revestimento para as cartas. Espero-as de amor.
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