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31.5.16

Em diferido. #49

Nesta rua, a vida é ao contrário, vimos a tia-avó e o homem bom - Nota-se o movimento nas ruas. Diferente, apenas. Nesta rua, repara, está uma loja com nome de senhor bom. Daqueles que lêem livros antigos, contam estórias sem fim, vestem camisas claras e pousam as mãos num balcão de madeira forte. Dos que nos fazem lembrar outros tempos. Lembrar ou, se não te falha a memória, conhecer. Dão-nos cultura que não vivemos, vidas que não conhecemos, opções que não pensamos. Daqueles velhos homens que vivem o trabalho. Que fazem relatos majestosos, que nos fazem pensar. Conta sobre aquele acontecimento que só conhecemos nos livros, dos relatos e da história que vai ficando. Tantas vezes, os homens encarregam-se de adulterar a efeméride para, obviamente, alcançarem altos benefícios ou disfarçarem a realidade factual que lhes é inconveniente. Outra visão. Abre-nos, no fundo, o espectro da discussão. Tudo isto, só pelo nome que vive na cabeceira daquela loja. Depois de entrar, por força da curiosidade, temos uma visão do que já passou. Tal e qual como falávamos antes. A vida acontece ao contrário. Ficámos a saber que, embora, este velho senhor tenha o mesmo nome que está à entrada, não foi ele quem deu nome à casa. É herança de um ascendente que lhe passou o bicho. O nome e o espaço. Continua na lida diária, de pano laranja pelas estantes a passar. Foi bom conhecê-lo. Continuação de boas conversas e, se lhe deixarem, de vendas suficientes. A ver vamos, juventude, a ver vamos. Rematou assim o senhor da loja que tem nome de homem bom. Até qualquer dia, então. Sorrimos e voltámos à rua. Repara, esta rua tem nome de senhora que fica para tia e veste o papel com maestria. Rimos juntos. Isso é a tua memória a falar alto. Lembras-te da tia-avó dos contos? É ela.

22.6.15

Nesta rua, a vida é ao contrário, vimos a tia-avó e o homem bom.

Nota-se o movimento nas ruas. Diferente, apenas. Nesta rua, repara, está uma loja com nome de senhor bom. Daqueles que lêem livros antigos, contam estórias sem fim, vestem camisas claras e pousam as mãos num balcão de madeira forte. Dos que nos fazem lembrar outros tempos. Lembrar ou, se não te falha a memória, conhecer. Dão-nos cultura que não vivemos, vidas que não conhecemos, opções que não pensamos. Daqueles velhos homens que vivem o trabalho. Que fazem relatos majestosos, que nos fazem pensar. Conta sobre aquele acontecimento que só conhecemos nos livros, dos relatos e da história que vai ficando. Tantas vezes, os homens encarregam-se de adulterar a efeméride para, obviamente, alcançarem altos benefícios ou disfarçarem a realidade factual que lhes é inconveniente. Outra visão. Abre-nos, no fundo, o espectro da discussão. Tudo isto, só pelo nome que vive na cabeceira daquela loja. Depois de entrar, por força da curiosidade, temos uma visão do que já passou. Tal e qual como falávamos antes. A vida acontece ao contrário. Ficámos a saber que, embora, este velho senhor tenha o mesmo nome que está à entrada, não foi ele quem deu nome à casa. É herança de um ascendente que lhe passou o bicho. O nome e o espaço. Continua na lida diária, de pano laranja pelas estantes a passar. Foi bom conhecê-lo. Continuação de boas conversas e, se lhe deixarem, de vendas suficientes. A ver vamos, juventude, a ver vamos. Rematou assim o senhor da loja que tem nome de homem bom. Até qualquer dia, então. Sorrimos e voltámos à rua. Repara, esta rua tem nome de senhora que fica para tia e veste o papel com maestria. Rimos juntos. Isso é a tua memória a falar alto. Lembras-te da tia-avó dos contos? É ela.

26.12.13

Ideias desordenadas que põem sentido a cada ano vivido.

Processo rápido, cujo objectivo é agradecer o que queremos fazer. Perfeitinho, o empenho. A hora de abertura está farta de se saber conhecida, sobejamente entendida e assimilada por todos. Nós todos, note-se a ressalva, uns mais do que outros, claro está, saímos com o propósito de comprar. Fazemo-lo para nós, por nós ou, tantas vezes, para quem nos aconchega os corados afectos. Depois, quando o pai natal se desmancha e cede o lugar a um familiar atrevidamente travesso, perdendo as barbas brancas, porém, sintéticas, o fato vermelho e branco de tecido manhoso, o barrete que não esconde uma careca divertida, a barriga que sorteia uma almofada e, até as botas, são de alguém bem mais terreno, desistimos de esperar. Ou deixamos de acreditar. Não fugindo à conversa, conheço bem quem tenha paixão pelo pai natal, volvidos que são tantos anos, após o confronto inevitável. Vamos, então, à procura. Os tempos, seja por esta altura ou no liso decorrer de todo o ano, não estão para esbanjar, tão pouco, para exibicionismos que resultam num grito de evidentes sinais de riqueza. Quando esta é fabricada, também conta para a minha estatística. Principalmente. Mas, alongam-se as conversas, quando o tema é apontar o dedo. Quantas vezes arrasamos o comportamento de um qualquer funcionário. Porque foi desatento, porque ofereceu má cara, porque se recusou a procurar outro tamanho ou, quem sabe, porque insiste em tornar-se na nossa sombra. Enfim, motivos teremos todos para que não nos faltem opiniões. Contudo, não sei se pela política de algumas marcas, se pela simpatia inerente a alguns seres, funcionários há que merecem que lhes apontemos o dedo pelas melhores razões. Aconteceu-me por estes dias. Numa perfumaria, entrei acompanhado, com uma ideia concreta, mas desde o primeiro instante, a funcionária que se aproximou, mostrou-se bastante eficiente. Sem sufocar as escolhas que se querem independentes, fez-nos sugestões, sem pressões, falou e seguiu. Em razão da verdade, não trouxe o que nos ofertou de sugestão, mas ficou-lhe bem o atendimento e proporção. No que me diz respeito, gosto de agradecer quando o serviço merece. Porque quem trabalha bem e por bem, ganha mérito. Assim é todos os dias que o ano tem.