Perguntaram-me
se sonho alto. Se tenho um patamar. Imitei um pensamento esquecido. Fiz uma
rapsódia de ideias. Não esgotei o tempo. De impulso, respondi que depende da
acústica da sala. Depende dos decibéis que se soltam. Cabal hipotético, o
estojo dos sonhos. Depende, sempre, do ambiente. Se castra por inteiro, se
excita o âmago. Se tens posição, se não repetes a batida. Sonhar, assim, sem
pontuação, porque a dispensa. Sem posto de honra para a guilhotina. Sem ponto
final. Não julga a elasticidade. Sonha. Cuida a insistência. Devaneia. Até à
salvação. No retrato do novo ano, está alguém a ler o jornal do dia, as
notícias baralham os nomes, mas não mudam para melhor. As crónicas azougadas,
mas a desculpa perfeita para encarar o que não dizem. Falar por falar, não
esconde o olhar. Das lembranças, confirma que com o dia nasce o sol. As massas
correm aos saldos. Aconchegando o pescoço, estão os cachecóis. No calçado,
assalta a questão de sempre, a dúvida fica pelos sapatos luzidios, os ténis de
marca ou os botins de pele. Numa roda-viva, a ambição e as perspectivas. Além Tejo,
um pedido de casamento. Ao lado, pousa o cigarro que se gasta, fumegando. Ao
ouvido, os amigos à conversa, enquanto a mão esconde a maçã. A ponte procura
ligar pessoas. A música que agrada está desinteressada da segurança da lista de
lugares. Os transportes públicos entram, desavisados, pela cidade. As pingas da
chuva escorrem vidros abaixo. Os pequenos e grandes furtos são amigos da
miséria. Os aviões perdem-se de vista. O futuro procura uma saída. As verdades,
que são meias, servem desculpas. É, por isso, uma metamorfose invertida. Se as
há. Mundo, num ciclo. O tempo voa. Vem aí um novo ano e com ele, espero, outros
caminhos. Porque saquear o que fica, sem oportunidade de voar, é cobardia. Ano
novo, assim seja. Um ano feliz e com aconchego, é o desejo.
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30.12.14
2.1.14
Metamorfose mundana.
No
retrato do novo ano, está alguém a ler o jornal do dia, as notícias baralham os
nomes, mas não mudam para melhor. As crónicas azougadas, mas a desculpa
perfeita para encarar o que não dizem. Falar por falar, não esconde o olhar.
Das lembranças, confirma que com o dia nasce o sol. As massas correm aos
saldos. Aconchegando o pescoço, estão os cachecóis. No calçado, assalta a questão
de sempre, a dúvida fica pelos sapatos luzidios, os ténis de marca ou os botins
de pele. Numa roda-viva, a ambição e as perspectivas. Além Tejo, um pedido de
casamento. Ao lado, pousa o cigarro que se gasta, fumegando. Ao ouvido, os
amigos à conversa, enquanto a mão esconde a maçã. A ponte procura ligar
pessoas. A música que agrada está desinteressada da segurança da lista de
lugares. Os transportes públicos entram, desavisados, pela cidade. As pingas da
chuva escorrem vidros abaixo. Os pequenos e grandes furtos são amigos da
miséria. Os aviões perdem-se de vista. O futuro procura uma saída. As verdades,
que são meias, servem desculpas. É, por isso, uma metamorfose invertida. Se as
há. Mundo, num ciclo.
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