A
Alice da gaiola na garganta - Despertar com os pingos da chuva. A calçada
portuguesa não conhece comédia ou drama. É tapete de passagem, segundo a
segundo. Ainda se vestem as ruas de lojas bonitas, de negócios pujantes. De
gente nova, com o empreendedorismo efectivo, as ganas nos actos. A determinação
a fluir-lhes na mão, as ideias a fugir-lhes pela boca. A confiança nas pessoas.
De norte a sul. Os insulares também. É o português preferido e perfeito. Menina
bonita, de trejeitos desenvoltos, aperfeiçoando e enaltecendo a montra da livraria.
Um cartaz ao centro chamava a atenção. Certamente, não tanto como a prodigiosa
rapariga. Tchaikovsky soa. Talvez, naquele fugaz instante, seja a variação e a
melhor comparação. É uma travessa sossegada. A sul situada. Os livros
arrumados. A escolha musical parece despropositada. Como a tatuagem que
espreita pela gola de lã grossa. Perguntou-lhe quem tem coragem. É uma gaiola
civilizada. Resposta esta, tão inusitada. Com licença, que não percebemos a
palavra dita. Não se cansou e o significado explicou. Uma gaiola larga, de fio
fino, sem porta ou cancela, por nada nem ninguém caber nela. Regista-se, assim,
a informação mais simples. Sejam bem-vindos, fiquem à vontade. Não se
sugestionem por capas ou títulos. Escolham autores e temas da vossa verdade ou
da mentira que querem conhecer. Eu sou a Alice. Desenhei a gaiola e ofereci-lhe
a liberdade. Sugiro uma volta à sala. Hoje é um excelente dia para guardar um
bom livro. Para escolhe-lo e debaixo do braço levar. Com conteúdo superior ao
velho jornal que serve para o peixe fresco embrulhar.
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8.4.15
15.1.15
A Alice da gaiola na garganta.
Despertar
com os pingos da chuva. A calçada portuguesa não conhece comédia ou drama. É
tapete de passagem, segundo a segundo. Ainda se vestem as ruas de lojas
bonitas, de negócios pujantes. De gente nova, com o empreendedorismo efectivo,
as ganas nos actos. A determinação a fluir-lhes na mão, as ideias a fugir-lhes
pela boca. A confiança nas pessoas. De norte a sul. Os insulares também. É o
português preferido e perfeito. Menina bonita, de trejeitos desenvoltos,
aperfeiçoando e enaltecendo a montra da livraria. Um cartaz ao centro chamava a
atenção. Certamente, não tanto como a prodigiosa rapariga. Tchaikovsky soa.
Talvez, naquele fugaz instante, seja a variação e a melhor comparação. É uma
travessa sossegada. A sul situada. Os livros arrumados. A escolha musical parece
despropositada. Como a tatuagem que espreita pela gola de lã grossa.
Perguntou-lhe quem tem coragem. É uma gaiola civilizada. Resposta esta, tão
inusitada. Com licença, que não percebemos a palavra dita. Não se cansou e o
significado explicou. Uma gaiola larga, de fio fino, sem porta ou cancela, por
nada nem ninguém caber nela. Regista-se, assim, a informação mais simples.
Sejam bem-vindos, fiquem à vontade. Não se sugestionem por capas ou títulos.
Escolham autores e temas da vossa verdade ou da mentira que querem conhecer. Eu
sou a Alice. Desenhei a gaiola e ofereci-lhe a liberdade. Sugiro uma volta à
sala. Hoje é um excelente dia para guardar um bom livro. Para escolhe-lo e
debaixo do braço levar. Com conteúdo superior ao velho jornal que serve para o
peixe fresco embrulhar.
7.8.14
Gosto de riscas.
Há
naquele toldo de riscas a condizer, qualquer coisa de atraente. Chama-nos ao
pormenor. É decoração a céu aberto, bom gosto ao serviço de quem lhe souber
aproveitar. Convida a atenção a sossegar-se ao seu lado. Lista sim, lista não.
Risca de uma cor, risca seguinte de outra. Repetem-se os dois tons.
Característica de verão quente. Recuamos décadas, mas esquecemos, por ora, um
fragmento da história deste país. Verão quente, mas noutros moldes. O branco é
rei. Cheira a mar desassossegado na temperatura, cordial no vai-vém. Algumas
pessoas, de corpos vestidos com o rigor da estação, olham o toldo e sorriem.
Outros, deixam-se parar. E comprar. É pura memória. É dos tempos de uma linha
onde os ascendentes tinham, por esta altura, vida com vagar. É um toldo, mas
faz recordar. Verão, na linha ou noutro ponto, é um gelado na mão. Uma família
a passear, um toldo por onde passar. No fundo, memórias que, sem esforço,
fazemos por guardar.
29.5.14
Não o aproveitar enquanto é ocasião é um perfeito despropósito.
Vou
ser somítico. Bastante apegado às palavras. Vou poupar-lhes o desgosto de
gastá-las, se assim conseguir. Naquela rua da baixa, hoje movimentada, noutros
tempos ainda mais festejada, passávamos. Num dos prédios que sempre gabo, vive
uma montra de loja, que é novidade, sangue novo e negócio contemporâneo. É
dinamismo e devoção na mente criativa que, felizmente, decidiu fazer-se de
coragem e de obras às ideias, entender, por fim, concretizar. Havia gente a passar, de língua
afiada, da montra a desdenhar. Nós parámos. Ficamos a olhar e a ver. É letras e
sonhos. É bravura de quem não desiste, nem perde sombra dos seus instantes a
mordiscar a carne e a vida alheias. Hei-de lá voltar.
13.12.13
Inauguração refreada pelo convite de cerrar portas.
Dedica-se
o número treze, por norma, à má sorte. Talvez, fique mais barato, apelidá-lo de
fonte de ausência de sorte. Afasta-a, dizem algumas teorias. Hoje, é dia treze.
O dia, também ele, é tido como malfadado. Depois, chega a proeza de juntá-lo a
uma sexta-feira. Diz-se, por aí, que sexta-feira treze é um motivo abastado de
tomar cuidados. Cuide-se, então. Eu, pelo contrário, vejo-o como um número de
níveis soberbos e inesgotáveis de sorte. Antes um treze que um outro número
qualquer. Vontades intemperadas, também as tenho. Não fosse já suficiente o
cabaz que nos cabe neste dia, envolvido de uma forma inelutável. Mas, o
quotidiano não se vence pelas doze badaladas avisando o novo dia. Pois, nesta sexta-feira,
treze de Dezembro, acontece uma inauguração. Uma jovem desempregada desafiou-se
a criar o seu próprio negócio. Estruturou-o tal qual sabia. Fez projectos, fez
investimentos vários. Transformou o espaço à sua medida, ao seu tom. Fez-se
demorada a abertura. Não tem quaisquer certezas, apenas vontade de fazer um
projecto acontecer. Espírito de empreendedora, capaz de ignorar as mais
custosas perspectivas. Fatalmente, a palavra crise, brotando de boca sim, boca
sim. Impaciente e ávida de dominar e obter sucesso, avançou. Aconteceu, por
fim, hoje. Abriram-se as portas de um negócio. Apetece-me, neste momento,
salientar que, entre tantas dúvidas, sabe bem ver gente empolgada, desafiadora
e trabalhadora. Não sei, por força da incógnita verdade, se será bem sucedida.
Mais não seja, fez-se animosa. Valente. Hoje, alguém abriu as portas de um novo
negócio. E, na inauguração, não se comentava o trabalho e criatividade
desenhadas ali. Especulava-se, em género de aposta, quando seria o seu fim. Um,
dois meses? Ficaram-se pela exaltação do putativo final. Tenho medo dos que
fazem opinião porque lhes é fácil falar. Esquecem-se, contudo, que há propósitos
que devem ser cumpridos. As inaugurações vivem de festejo e de votos de
prosperidade. Não é uma faca de dois gumes.
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