Gente
com traquejo algarvio - A questão impõe-se, tão válida. Volta e meia
esqueço-me, volto à expressão. Por seu turno, depois de me atiçarem a
justificação, depressa me lembro que não faz sentido. Ainda assim, deixo-me
tentar. Entre amigos e, ironicamente, aqui no blogue, a discussão teve semente
e deu frutos. Gente bonita. Pessoas com pinta. Tipos arranjados e miúdas
aperaltadas. Não é ficção, é o espelho da observação. Não é coisa certa e
universal. É o entendimento da definição. No Algarve de verdade, com encantos
travessos e paixões que tiram o folgo, assisto à desconstrução. O mar não
mente, é água com tom imaginado de céu, ondula conforme indicação, a areia
brilha por força da cor fina e da luz que reflecte. Os escassos chapéus-de-sol
são coloridos, as pessoas estendidas. Outros, entre cá e lá. Poucas pessoas,
alguns turistas curiosos. Também amantes e conhecedores da quão bravia e montês
pode ser esta região. Mergulhos em água fria, ganha a excelsa vista. Lá ao
fundo, quase a perdê-los de vista, um velho casal. Desprotegidos do sol, lêem
livros pesados, tão grossos que consigo entrever. Aqui, bem mais perto, três
jovens mulheres ganham o desejado tom dourado na pele. Mexem o corpo com a
convicção de quem tem vinte e tal anos e não passa despercebida. No meio das
ondas avessas, uns quantos tipos a divertirem-se, enquanto fazem por manter-se
em equilíbrio na prancha, que o surf é ordem e lição por aqui. Fico entretido
nisto. Até voltar a calçar as minhas alpercatas e seguir caminho. Não sem antes
tirar-te uma fotografia. Algarve encantado este. E com gente bonita.
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19.7.16
9.7.15
Gente com traquejo algarvio.
A
questão impõe-se, tão válida. Volta e meia esqueço-me, volto à expressão. Por
seu turno, depois de me atiçarem a justificação, depressa me lembro que não faz
sentido. Ainda assim, deixo-me tentar. Entre amigos e, ironicamente, aqui no
blogue, a discussão teve semente e deu frutos. Gente bonita. Pessoas com pinta.
Tipos arranjados e miúdas aperaltadas. Não é ficção, é o espelho da observação.
Não é coisa certa e universal. É o entendimento da definição. No Algarve de
verdade, com encantos travessos e paixões que tiram o folgo, assisto à
desconstrução. O mar não mente, é água com tom imaginado de céu, ondula
conforme indicação, a areia brilha por força da cor fina e da luz que reflecte.
Os escassos chapéus-de-sol são coloridos, as pessoas estendidas. Outros, entre
cá e lá. Poucas pessoas, alguns turistas curiosos. Também amantes e
conhecedores da quão bravia e montês pode ser esta região. Mergulhos em água
fria, ganha a excelsa vista. Lá ao fundo, quase a perdê-los de vista, um velho
casal. Desprotegidos do sol, lêem livros pesados, tão grossos que consigo
entrever. Aqui, bem mais perto, três jovens mulheres ganham o desejado tom
dourado na pele. Mexem o corpo com a convicção de quem tem vinte e tal anos e
não passa despercebida. No meio das ondas avessas, uns quantos tipos a
divertirem-se, enquanto fazem por manter-se em equilíbrio na prancha, que o surf é ordem e lição por aqui. Fico
entretido nisto. Até voltar a calçar as minhas alpercatas e seguir caminho. Não
sem antes tirar-te uma fotografia. Algarve encantado este. E com gente bonita.
8.9.14
Em diferido. #17
Plano
de uma peça - O carro num tom verde alface, tão chamativo como desconcertante
no meio-termo e inócuo corredor de estacionados. Todos de cores iguais. Junto à
praia, permitindo avistar os muitos chapéus-de-sol, também eles todos
similares. Quase repetidos. Dois ou três tonalidades. Duas ou três marcas
expostas. A postos, os nadadores salvadores. As ondas a rebentar levemente, os
pés a conhecerem a temperatura do mar. As toalhas estendidas, os corpos a
ganhar cor. O sol a dispensar detalhe, dá de oferta uma vida diferente aos
lugares. Jogam à bola e não dispensam as raquetas típicas. Ouvem-se vozes sem
parar. Por trás, bicicletas a passar. Elas vestem biquínis, triquínis e fazem topless. Eles optam pelos calções curtos
ou a meio da perna, outros vestem ainda as importadas sungas. A bandeira exposta a anunciar calmaria. Pais e filhos, avós
e netos, casais e grupos. No horizonte, a imaginação. Voltamos ao carro, aquele
verde que lembra alegria. Tão chamativo. Alguém, de porta aberta, troca o que
traz calçado por uns ténis de corrida. Vem equipada a rigor. Levanta-se, fecha
a porta e começa a correr. O cenário é o mesmo. O propósito é diferente. As
pessoas fazem e vivem os lugares. Experimentam conforme o traço. O perfeito
nível de personalidade.
7.8.14
Gosto de riscas.
Há
naquele toldo de riscas a condizer, qualquer coisa de atraente. Chama-nos ao
pormenor. É decoração a céu aberto, bom gosto ao serviço de quem lhe souber
aproveitar. Convida a atenção a sossegar-se ao seu lado. Lista sim, lista não.
Risca de uma cor, risca seguinte de outra. Repetem-se os dois tons.
Característica de verão quente. Recuamos décadas, mas esquecemos, por ora, um
fragmento da história deste país. Verão quente, mas noutros moldes. O branco é
rei. Cheira a mar desassossegado na temperatura, cordial no vai-vém. Algumas
pessoas, de corpos vestidos com o rigor da estação, olham o toldo e sorriem.
Outros, deixam-se parar. E comprar. É pura memória. É dos tempos de uma linha
onde os ascendentes tinham, por esta altura, vida com vagar. É um toldo, mas
faz recordar. Verão, na linha ou noutro ponto, é um gelado na mão. Uma família
a passear, um toldo por onde passar. No fundo, memórias que, sem esforço,
fazemos por guardar.
4.8.14
De soslaio num Algarve de agitação sem fim.
Praia,
sol de quando em vez, esplanadas carregadas de gente, conversas e bebidas
frescas, uma típica aragem de fim de tarde num dia de céu mais buliçoso. Pelo
Algarve de pessoas sem fim. No Algarve que vive o ano inteiro, mas exprime
excelso movimento por esta altura. Verão quente, como dantes. Verão desregrado,
como agora. Chegados ao portão grande, aguardamos que a câmara de vigilância
nos anunciasse. Aguardamos no carro. Havia sossego, do que nos era possível
entender. Contudo, esperar-nos-ia uma festa. Por fim, abriu-se o portão.
Entramos. Fomos recebidos e convidaram-nos a entrar. Bem-vindos, desfrutem. Disse-nos
o dono da casa enquanto nos encaminhava para o jardim, um patamar acima da
piscina. As colunas estrategicamente colocadas pelo espaço, salpicavam o
ambiente. O resto, quando for propositado, saber-se-á. De qualquer modo, não
deixou de ser um agradável amuse bouche
para o aniversário que se seguiria. Algarve, mar de qualquer destino.
11.7.14
Plano de uma peça.
O
carro num tom verde alface, tão chamativo como desconcertante no meio-termo e
inócuo corredor de estacionados. Todos de cores iguais. Junto à praia,
permitindo avistar os muitos chapéus-de-sol, também eles todos similares. Quase
repetidos. Dois ou três tonalidades. Duas ou três marcas expostas. A postos, os
nadadores salvadores. As ondas a rebentar levemente, os pés a conhecerem a
temperatura do mar. As toalhas estendidas, os corpos a ganhar cor. O sol a
dispensar detalhe, dá de oferta uma vida diferente aos lugares. Jogam à bola e
não dispensam as raquetas típicas. Ouvem-se vozes sem parar. Por trás,
bicicletas a passar. Elas vestem biquínis, triquínis e fazem topless. Eles optam pelos calções curtos
ou a meio da perna, outros vestem ainda as importadas sungas. A bandeira exposta a anunciar calmaria. Pais e filhos, avós
e netos, casais e grupos. No horizonte, a imaginação. Voltamos ao carro, aquele
verde que lembra alegria. Tão chamativo. Alguém, de porta aberta, troca o que
traz calçado por uns ténis de corrida. Vem equipada a rigor. Levanta-se, fecha
a porta e começa a correr. O cenário é o mesmo. O propósito é diferente. As
pessoas fazem e vivem os lugares. Experimentam conforme o traço. O perfeito
nível de personalidade.
11.8.13
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