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20.4.17

Em diferido. #58

Tipicamente recalcitrante - As revistas multiplicam-se cá por casa, mas já foram mais. Há em mim um certo distanciamento, porventura, uma certa sobranceria que me obriga, fatalmente, a ser selectivo. Guardo-as quando me importam. Momentos há em que mudo o rumo e revisito-as. Porque procuro uma matéria em concreto ou porque me apetece tornar a fazê-lo como se fosse a primeira vez. Qual dom de ocasião graciosa acontece-me, não raras vezes, surpreender-me com o conteúdo. Foi esse o caso, estava a passar os olhos por uma revista de fotografia das boas. No entretanto, perguntava-me pelo poder da certeza absoluta sobre a dúvida. Induzido, claro, por uma reportagem que falava com a imagem. Não sei se uma fotografia só é arte ou, pelo menos, digna, se falar e trocar impressões com quem olha. Distinta será quando promove a troca de sensações, ainda que, fugindo totalmente a qualquer toque na pele. A bola de neve instala-se no pensamento e depressa me lembro da opinião, tão irredutível, do meu pai no que diz respeito aos ténis. Paixão minha de longa data. Inimigo fatal, sem memória, do meu pai. Um homem adulto tem de saber calçar porque é fundamental para se apresentar, defende ele. E continua, ninguém fica bem de fato completo, camisa engomada, gravata de um bom tecido e botões de punho com uns ténis nos pés. É lamentável, termina. Esgrimimos no mesmo terreno, com as mesmas armas. A dada altura, num empate técnico, cedo a vitória. Primeiro, uns bons sapatos. Depois os ténis. De preferência, sempre um calçado que tenha dignidade, qualidade distintiva e personalidade. Tal e qual uma revista de tiragem mundial, com a arte em destaque, sem se permitir melindrar desde a paginação ao tipo de letra. Obrigado pai, mas acabo de escrever com uns ténis calçados.

7.5.15

Ficar por aqui, olhar e voltar.

Aquela rua é vertiginosa. Tem casas de um lado e outras tantas do lado oposto. Tem carros parados num sentido. Muitos e variados, para todos os gostos e carteiras. Não é larga, mas engana. Parece que tudo encaixa na perfeição. É uma rua onde quase não se vêem pessoas. No cimo da mesma, em que as vertigens são ameaçadas, a vista não tem explicação, sequer justificação. Sobrevivem as cores garridas, o azul lá ao fundo. Antes de a conhecer, parecia-me impossível que daquele lugar saíssem tantos tons e tão vivos. Estes são salpicados pelas pingas brancas. Roupa a bailar, o sol a bater. Debaixo do braço uma revista americana, emprestada por quem entende do assunto. Lá dentro, fotografias bonitas, artigos de actualidade, sugestões do que chamam ser moda e o resto do mundo que eu não entendo. Resume-se à básica questão, tão inocente, ou gosto ou não gosto. Muito daquilo que vi, pareceu-me bem. Gosto da palavra singela. E a moda também é isso. Numa estação afunilam-se as tendências e nesse caminho estreito colocam-se as cores possíveis. Num dia é fogo, noutro é água. Quase no final da rua, ainda a revista debaixo do braço, os mesmos carros ficaram para trás, as roupas no estendal. Mais próximo do rio, contudo, perdeu-se a vista maravilhosa. Toca o telemóvel e do outro lado dizem-me que já está, já terminou. Suspiro. Vou ter de subir.

28.4.15

Em diferido. #33

Tipicamente recalcitrante - As revistas multiplicam-se cá por casa, mas já foram mais. Há em mim um certo distanciamento, porventura, uma certa sobranceria que me obriga, fatalmente, a ser selectivo. Guardo-as quando me importam. Momentos há em que mudo o rumo e revisito-as. Porque procuro uma matéria em concreto ou porque me apetece tornar a fazê-lo como se fosse a primeira vez. Qual dom de ocasião graciosa acontece-me, não raras vezes, surpreender-me com o conteúdo. Foi esse o caso, estava a passar os olhos por uma revista de fotografia das boas. No entretanto, perguntava-me pelo poder da certeza absoluta sobre a dúvida. Induzido, claro, por uma reportagem que falava com a imagem. Não sei se uma fotografia só é arte ou, pelo menos, digna, se falar e trocar impressões com quem olha. Distinta será quando promove a troca de sensações, ainda que, fugindo totalmente a qualquer toque na pele. A bola de neve instala-se no pensamento e depressa me lembro da opinião, tão irredutível, do meu pai no que diz respeito aos ténis. Paixão minha de longa data. Inimigo fatal, sem memória, do meu pai. Um homem adulto tem de saber calçar porque é fundamental para se apresentar, defende ele. E continua, ninguém fica bem de fato completo, camisa engomada, gravata de um bom tecido e botões de punho com uns ténis nos pés. É lamentável, termina. Esgrimimos no mesmo terreno, com as mesmas armas. A dada altura, num empate técnico, cedo a vitória. Primeiro, uns bons sapatos. Depois os ténis. De preferência, sempre um calçado que tenha dignidade, qualidade distintiva e personalidade. Tal e qual uma revista de tiragem mundial, com a arte em destaque, sem se permitir melindrar desde a paginação ao tipo de letra. Obrigado pai, mas acabo de escrever com uns ténis calçados.

12.3.15

Tipicamente recalcitrante.

As revistas multiplicam-se cá por casa, mas já foram mais. Há em mim um certo distanciamento, porventura, uma certa sobranceria que me obriga, fatalmente, a ser selectivo. Guardo-as quando me importam. Momentos há em que mudo o rumo e revisito-as. Porque procuro uma matéria em concreto ou porque me apetece tornar a fazê-lo como se fosse a primeira vez. Qual dom de ocasião graciosa acontece-me, não raras vezes, surpreender-me com o conteúdo. Foi esse o caso, estava a passar os olhos por uma revista de fotografia das boas. No entretanto, perguntava-me pelo poder da certeza absoluta sobre a dúvida. Induzido, claro, por uma reportagem que falava com a imagem. Não sei se uma fotografia só é arte ou, pelo menos, digna, se falar e trocar impressões com quem olha. Distinta será quando promove a troca de sensações, ainda que, fugindo totalmente a qualquer toque na pele. A bola de neve instala-se no pensamento e depressa me lembro da opinião, tão irredutível, do meu pai no que diz respeito aos ténis. Paixão minha de longa data. Inimigo fatal, sem memória, do meu pai. Um homem adulto tem de saber calçar porque é fundamental para se apresentar, defende ele. E continua, ninguém fica bem de fato completo, camisa engomada, gravata de um bom tecido e botões de punho com uns ténis nos pés. É lamentável, termina. Esgrimimos no mesmo terreno, com as mesmas armas. A dada altura, num empate técnico, cedo a vitória. Primeiro, uns bons sapatos. Depois os ténis. De preferência, sempre um calçado que tenha dignidade, qualidade distintiva e personalidade. Tal e qual uma revista de tiragem mundial, com a arte em destaque, sem se permitir melindrar desde a paginação ao tipo de letra. Obrigado pai, mas acabo de escrever com uns ténis calçados.

25.11.14

Parecer de um desprovido.

Sonho com o dia em que a sala de leitura se transforma numa biblioteca digna. Forrada a livros devidamente identificados. Guardar-se-á, num compartimento as revistas que colecciono. Muitas de música. Outras tão genéricas. Mas sempre de proveitosas matérias. Grandes capas e elogiosos recheios. Em alguma parte desta casa estão revistas. Capas que vislumbrei e jamais lhes li o conteúdo. Outras que espreitei, por me cruzar com elas sobre a banqueta e a mesa de apoio. A Elle, a Vogue ou a Vanity Fair deixadas por entendidas da moda. Nesta casa, algures numa gaveta de recordações, estão revistas de nicho. A moda é um exemplo, porque as abandonaram por cá. Não sei, sinceramente, se algum dia a minha mãe lhes pousou a vista. Nesta casa, onde a minha cadela é rainha, lê-se sem preconceitos. Entendem-se as comadres e os compadres.

6.6.12

Descubra as diferenças




Gosto da Dânia Neto, tem atributos mais que suficientes para ser capa de uma Playboy. Assim não!
Fica o desafio de descobrir as diferenças, entre a Playboy de hoje e as restantes capas que a Dânia já fez para outras revistas masculinas. Essas sim, não eram a Playboy.