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17.4.14

Bisarma.

Sente-se o pulsar do movimento novo, o burburinhar de quem se aproxima, os corpos bem tratados e de rigorosas farpelas. Os sons dos carros que cessam ao estacionar, logo na entrada da rua estreita. O prédio é alto, rústico e passa-nos a mão pelo cabelo, em jeito de boas-vindas. É datado, coberto de azulejos verdes e trabalhados, ao invés da tinta ou da cal, tão caracterísitica de algumas regiões, que se repete pelas paredes deste país. O prédio sustenta-se, pelas diversas ocasiões. Reinventa-se em cada evento e atrevimento. Dinamiza-se e oferece a tal mão, logo à entrada. Por falar em entrada, assim que cheguei, antes de entrar, soou-me um sopro. Soou-me, à distância, um saxofone. Jamais me atrevi, sequer, tocar-lhe. Quanto mais, ousar tocá-lo. Diz quem entende, que as notas diferem do som. Não sei, senão do que ouvi dizer. Talvez seja um disparate tremendo. Mas, depois do átrio principal, lá estava um jovem rapaz, de ar de quem não tem compromisso, sobre uma carpete garrida, a dar tom à cidade. A oferecer talento à cidade numa emissão inócua. O rapaz, de pé, o saxofone a soar e o amplificador ao lado. Super minimalista, como complexo. Assim é o espectáculo que é ter tempo e disposição para sossegar e escutar música. Mesmo que à nossa volta, se vista de festa e gente o salão nobre.