Os
números dão-nos dias, ao longo de cada mês. As semanas encaminham de forma a
não perdermos a conta. O ritmo e a importância que lhes damos, mudam ao sabor
de outras contas. O número, nesses casos, volta a fazer lembrança. Mais nada. Ganham
relevância, por regra, com as pessoas que compõem o suficiente do nosso núcleo.
Juntamo-nos à esquina e seguimos rua fora. Dispara, ao primeiro toque, a
campainha que vai soando lá ao fundo, depois da escadaria principal. Escassos
minutos volvidos, a porta de entrada é aberta e somos recebidos por quem
importa. Surpresa! Foi o que nos apeteceu gritar. Na harmonia do momento e da
surpresa efectiva, acredito que nos esquecemos de gritar, ao invés de
Surpresa!, um valente Parabéns! Convidou-nos a entrar, e fizemo-lo de caixa e
bolo na mão, de sacos felizes nas cores, desenhos e palavras. Daí adiante, o resto
deste relato, foi comemoração, conversa e risos multiplicados. Os amigos são os
dias, escondendo os números em afectos. E o melhor de tudo isto é que fomos nós
que escolhemos.