Mostrar mensagens com a etiqueta verão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta verão. Mostrar todas as mensagens

4.2.14

Memórias quentes. Senhoras e senhores.

Não ficamos presos à velha discussão, jamais. Somos adultos e gente de espírito livre. Razoável, pensamos sempre. Não nos centramos nas evidências. Avançamos para lá disso. Engraçado, o tema surge à mesa, à esquina, no entretanto, algumas vezes. O calor, real impulsionador das tertúlias. Das conversas até tarde, até altas horas. As mulheres, os homens. Os defeitos, as virtudes. As capacidades, as incapacidades. O talento, o desalento. O pensamento, a ausência dele. A forma, o conteúdo. Tudo. Falamos de tudo, sempre. Senhoras e senhores. Senhoras ou senhores. Todos. A todos serve os adjectivos e proposições. Não generalizamos. Definimos ainda menos. Ficamo-nos pelas evidências. Por hoje, por fim. Contrariando, ficamo-nos pelo irrevogável. Senhoras e senhores. Ambos.

25.9.13

Uma canção à beira da piscina.

Numa festa de verão, num dos pontos mais frequentados da cidade, somos abordados por um grupo, junto à piscina central, para que lhes tiremos uma fotografia. Com o teu grupo, entenda-se. É verão e calor. Aceitamos. Quando seguem caminho, percebes quem era um dos membros. É cantor. Com escala nacional. Embriagado é pouco. A máquina é nossa. Agora, sem pedires tens, algures, uma fotografia de grupo. E, é pena, garanto. Não interessa. Não és fã.

24.8.13

Manhã. Cedo. Sábado. Sol. Calor. Verão. Agosto. Cidade.

Podiam ser palavras para descrever a manhã do último sábado. E definem, até certo ponto. Perante este cenário, seria expectável uma ida à praia. Um momento numa esplanada. Mergulhos numa piscina. Não. É cedo, em Agosto, na minha cidade, numa manhã de sábado, onde o calor sabe bem, a propósito do verão.
Manhã, é fim-de-semana. Impossível não reparar nas pessoas, nas ruas cheias, na avenida ao fundo. O cheiro forte a mar e verão. Numa cidade que, de outros, é igualmente minha. Com calor, ainda assim, decido sair. É verão na minha cidade. Não deixo de reparar nas silhuetas em jeito veranil a ocuparem a rua. É cor, é diversão e disponibilidade. É, de forma simples e pura, o viver o verão. Os óculos de sol não falham naqueles que vão passando, tal como, os chinelos, as alpercatas, os calções e os tops. É rápido. Tudo, sem excepção. Já passei a avenida. As lojas, as montras. Aqui, ou noutro lugar, sendo verão, há movimento. Há protector solar e bronzeador. De manhã, cedo, com calor, na minha cidade, saí, não para a tal ida a praia, nem para o salto na piscina, muito menos para um momento numa esplanada no centro. Não. Saí, vi tudo isto e, na verdade, comprei uns óculos. Mais uns óculos de sol.

22.8.13

À esquina.

Juntos, havíamos estado sentados. Todos. Na mesma mesa, na mesma esplanada. Exactamente na mesma mesa, no mesmo lugar que, ao meio dia, estivemos. Conversamos. Sobre tudo, sobre nada. Éramos quatro. A minha vida. A tua vida. A vida dele. A vida dela. As nossas vidas. Cruzam-se, felizmente, tantas vezes. A propósito, há que combinar o jantar de sábado, lembrou alguém. Recusamos, uma vez mais, não aceitar. Vamos jantar com aquela pessoa. A vontade, a prazo, desvanece. Mas vamos. Vamos porque sim. Porque faz sentido. A noite, embora quente, já vai longa. Nem todos repousam em férias. Na manhã seguinte, bem cedo, há trabalho. Vamos embora. Para trás, a esplanada que nos recebeu. Mais à frente, a esquina, a de sempre. É rotina. Parados, esquecemos o avançado da hora. Carros. Cores. Elas e Eles. Foram os temas. Entre outros, com certeza. Aqui, à esquina, somos amigos e felizes. Aqui, porque calhou. Somos conversas e amizade. Até amanhã, dissemos em uníssono.

9.8.13

Mais um ano. Mais uma voltinha.

Isto, ou quase isto, voltou este ano. Em versão, "Eu Vou", mas sem o dito do "Rock in Rio". O entusiasmo, a euforia e a dedicação repetem-se, uma vez mais, em prol da música. Do som. Das pessoas. Os festivais são, em grande escala, acontecimento geracional. Uns mais que outros, é certo. Mas são-no. Este ano não é excepção. Não me esqueço. Também por ele.