Hoje, para além de iniciar uma nova fase na minha vida (Estou agradavelmente surpreendido, o que é excelente. Estou a precisar! Tenho excelentes expectativas) tive que estar alguns minutos num local público e, não querendo, acabei por ouvir, aqui e ali, as conversas que se iam cruzando à minha volta.
Primeiro, duas senhoras, já com alguma idade, falavam de uma outra que não estava presente e que, segundo diziam, não compreende os queixumes alheios e acha sempre que as amigas de meia-idade estão sempre bem, longe das maleitas que apregoam como vitalícias num corpo que já não é o mesmo. (Malandra, pá! Esta não deve ter dores) Depois, juntou-se uma outra senhora, também na mesma faixa etária e logo percebi que já se conheciam. Apoiou a amiga em todos os queixumes, ajudou-a com palavras de conforto e compreensão.
Até aqui tudo bem, o pior (acho eu) aconteceu de seguida. A senhora das maleitas teve que sair, ficando as outras duas. Bem, não foram precisos dois segundos e já a que se juntou em último lugar, orava a vida da ausente senhora das maleitas. Fiquei a saber que os pais já faleceram, o filho já faleceu, tem uma filha, quis o divórcio, não se divorciou, quis comprar um apartamento, barato e sem modernices (Garantiu a informadora), arranjou um namorado, o dito esteve com ela enquanto havia dinheiro, deixou-a, ficou sozinha. Agora voltou para outra casa, alugada, claro está. Diziam: "Ai, não bate bem da cabeça, nem nunca bateu. Nesta não há má sorte, há cabeça no ar e parvalheira, já a mãe era assim..."
Não que tenha alguma coisa com a senhora, nem com as amigas. Muito menos com as relações alheias, mas que não é bonito, não é.
Senhores, elas são amigas! (E que amigas, hein?)
loooll REal...agora imagina isso tudo, passado entre varandas de um lado para o outro da estrada....felizmnete que as ruas de lisboa sao estreitas e elas que ja nem ouvem bem, nao precisam de gritar....assisti a tantas dessas entre a minha "querida D. C" e a vizinhança....era so uma delas se recolher....:)
ResponderEliminarAdoro a popularidade que ainda se vive em alguns bairros e aldeias. Aí, até os ditos e mexericos ganham outro encanto. Já as imagino, de varanda para janela, numa divertida conversa, apoiando queixumes alheios. Depois, à ausência de uma, começo o mal dizer. Qual revista à portuguesa...
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