Não resisto fazê-la, afinal, trata-se da partida de alguém muito especial. Associado a esta contagem decrescente acontecem dois sentimentos distintos, mas não consigo controlá-los. Habituamo-nos à vida de todos os dias, esquecemos o que passou e recusamos perspectivar que aquilo que é verdade hoje e foi nos últimos anos e que juramos internamente que será uma eterna verdade, amanhã deixou de ser. Enganamo-nos, mas sabemos que o fazemos. É mais fácil assim.
Há sensivelmente um ano que conheço a sua decisão e pareceu-me sempre distante, porém, de repente, aconteceu. É já depois de amanhã. Os quilómetros vão dar lugar a uma distância física que, por ora, recusamos que corroa o que fica. Não sei.
Hoje é a despedida oficial, junto dos nossos amigos. É uma surpresa, mas a tua perspicácia deve tramar-nos.
Estou em contagem decrescente. Estou feliz. Estou triste. Não sabemos possível esta mistura tão improvável, mas acontece. Assim, obrigo-me a ficar em modo felicidade. Faz boa viagem! Mantém-te intacta e capaz como sempre. Volta, se possível.
3,2,1
Até já!
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