Assusta-me, cada vez mais, a disparidade de opiniões e vontades que se vêm vivendo no nosso país. O povo, que somos todos nós, é dividido em insustentáveis grupos, originando esse desfasamento e, no geral, recusa a ideia de que existem sempre alternativas às piores e mais medíocres opções. Aceito que, tantas vezes, essas reprováveis opções sejam, para muitos, a única e derradeira opção. Será mesmo? Até que ponto, centrados, essas passariam para segundo plano, iluminando-os para caminhos bem mais realistas e socialmente aceites?
Regredimos no que a tantas coisas diz respeito. Apontam-se os dedos que duas mãos permitem, em todas as direcções. Os cafés e as ruas deixaram de ser um lugar de convívio para se tornarem num palco de verdadeiros debates, em que as opiniões se dividem, mostrando a revolta e o desânimo que estes tempos provocam. Ao mesmo tempo, nessas mesmas tertúlias de desabafo, ouvem-se sucessivas incitações à violência e terror. Por outro lado, dizem, "não vale a pena fazer nada, muito menos sair para as ruas em protesto".
O certo é que todos somos donos da nossa opinião e forma de encarar as coisas, no entanto, sejamos lúcidos (tanto quanto nos deixarem) e sejamos sólidos na forma correcta de nos impormos.
Somos um povo lúcido e de brandos costumes, dizem. Mas até quando? Colocados à prova já estamos, resta esperar pelo resultado final.
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