18.9.13

A casa de quem a faz.

Numa varanda, à distância de significativos quilómetros, olho para o ar que me dirige para o céu, na direcção que julgo ser a correcta. Naquele sentido há, há muito, uma casa. Do fundo, do mais íntimo, surge o fado. Novo, velho. A par da voz, da garganta e da guitarra, existe aquela casa onde, juntos, fazem fado. Tantos quilómetros percorridos, chega a casa. A casa que ouve e dá fado. Aquela casa que, inequivocamente, é de quem a faz. É, também, onde sem medo, nos perdemos no fado. Noite dentro, despedimo-nos do lugar e, de surpresa, trazemos o que ouvimos. Na lembrança, uma casa. Uma casa digna, onde o fado é senhor. Senhor, merecedor.

2 comentários:

  1. Nunca fui a uma casa de fados, já ouvi fado ao vivo, já lhe senti "a emoção"....a alma....mas
    acho que numa dessas casas...toda a emoção será bem maior ;)
    E ainda é bom, haver algo tão português...tão nosso e tão capaz de nos tocar....facilmente :)
    Beijinhos

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    1. O fado tem a sua raiz nessas casas e bairros típicos. Embora, possamos senti-lo em qualquer lugar. Não é um exclusivo. Contudo, como disseste, no lugar onde o fado é mestre, toca-nos de outra forma. A mensagem, por ventura, será a mesma, mas passada de outro género.
      É óptimo que, cada vez mais, se dê destaque ao fado e ao que é nosso. O preconceito vem-se desvanecendo.
      Beijinhos

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