5.9.13

Bom dia?

Não se lembra, nunca, da última vez que ouviu, daquela ou de outras bocas, um feliz bom dia. À entrada, à saída. De manhã, ao entardecer ou no anoitecer. Na subida do elevador. No regresso do mesmo. Na rua ou nos transportes públicos. Ao chegar ou na altura de abalar. Porque, todos sabemos, são invisíveis. Tão transparentes como a água límpida. Talvez menos que isso. Todos os dias, que a semana enfrenta, nunca um bom dia surge. Porque somos assim. Nunca ligamos ao relevante quando o relevante nos é invisível. Bom dia!

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