Conversam
e tricotam, à porta, num banco gasto de jardim, de madeira. Porventura, o
pretexto perfeito para o exacto acto de controlar as entradas e saídas. O
frenesim funesto, as pessoas a viverem. Logo depois, rematam o tricot e o
movimento do dia. Sabem os nomes, dão os bons dias, as boas tardes. Sabem os
andares de cada rosto. Sabem os horários e profissões. Faladoras, têm sempre um
sorriso e uma pergunta fortuita. Mesmo que sejas visita. É o caso. E conversam.
E tricotam. Estranhamos. Afinal, curiosidade vizinha à parte, ainda há quem
fale e saiba o nosso nome. Mesmo que sejas um transeunte. Ainda há quem não se
cale e baixe a cabeça. Mesmo numa grande cidade. Mesmo que, sob o pretexto da
curiosidade.
pois ...sabem até demais diria ;)
ResponderEliminarLá está, são as verdadeiras pérolas da nossa ainda cultura bairrista...
Não sei o que o futuro me destina, mas não me vejo a tricotar á porta a controlar a vida alheia..... ;)
Ainda assim espero ser daquelas velhotas que se recusam a parar e passam a vida em excursoes e bailaricos... ;)
beijinhos
Sabem, efectivamente, demais. Também acho.
EliminarNão acredito que, pelo que venho lendo, te entregues à vida de atenta vizinha. A versão final, parece-me, adequa-se mais ;)
Beijinhos
:)
EliminarTu não fazes ideia...do que eu gosto dessas senhoras tricotadeiras.....ah melhor... não fazes ideia da cara 1358, super afável, quando me tentam sacar alguma informação..... sou do mais Afável que pode haver!!! imaginas.....
ehehheh
Beijinhos
Imagino, com certeza. Elas fazem-no como ninguém. Talvez se confunda com uma actividade como outra qualquer ;)
EliminarElas existem, não temos dúvida. Mas só sabem o que permitimos que saibam.
Beijinhos