Temos
expressões tão banais, corriqueiras. São-no, apenas, na junção das letras, das
palavras. Afinal, ganham vida de voz em voz. Ganham estatuto de boca em boca. Transformam-se
com o tempo. Conservam-se com as tradições. Mas são, em grande escala, regiões.
São terras. São cidades. São continentais e insulares. São e fazem essas
regiões, esses lugares e, irremediavelmente, essas gentes. Desdenhá-las ou
fazer por não perpetuá-las, parece-me criminoso. Terá, necessariamente, efeitos
negativos nas origens e tradições de todo um lugar. Estas expressões, juntas,
fazem as características castiças de um país. Depois, quando nos visitarem ou,
melhor, quando nos visitarmos, o que vamos querer saber? Perguntar? O que nos
surpreenderia a cada conversa roubada, à socapa, pelos nossos ouvidos atentos?
Não nos riamos. Nem distinguíamos lugares nas expressões. Assim, nunca perdemos
o norte. Nunca ficamos sem orientação. Quando nossas, estamos em casa.
ou não fosse amanhã sexta feira TREUZE!! e não fosse eu lisboeta...
ResponderEliminarconcordo
adoro as expressoes e os ditados e as lenga lenga....
são nossos...divertem-nos e enriquecem-nos!!
beijinhosss
É verdade. Confesso que, quando escrevia este texto, não me lembrei desse pormenor. Bem visto! ;)
EliminarEu também sou fã e defensor de tudo o que é nosso, de tudo o que é tradição.
Beijinhos