A
porta de entrada é grande, vidrada. Tão ampla que permite o acesso, sem medo,
da brisa. As cores garridas nas paredes, o tecto sóbrio. A luz invade o espaço
e sentimo-nos lá fora. No canto, duas mesas, dão lugar a uma. O grupo é grande,
como sempre. O mesmo de sempre. Algumas excepções. Vagas excepções. Pouco
importa. Importa-nos pouco, quando estamos em sintonia. Quando temos conversa curiosa.
Perdidos, contava-me que desenha. Que desenhou. Agora não. Esqueceu-se de como
se faz. Ri-me com gosto. Não se esquece, pensei. Narrou-me, repleta de
contentamento, as suas obras. Obras menores, caseiras. Não aceitei a avaliação das
mesmas. Jurei querer vê-las. Quem sabe, um dia. Enquanto a conversa acontecia,
lembrava-me, tal e qual, que não se esquece como se faz. Mas esquece-se de
fazer. É esse o meu caso. Há muito, muito tempo que não desenho. E como gosto!
Gosto e esqueço-me, há vários anos, de o fazer.
Lá diz o velho ditado que ....é como andar de bicicleta!!!
ResponderEliminar( eu sou uma desajeitada a andar de bicicleta...mas acredito nesta máxima)
devias retornar a esse GOSTO!!
Beijinhos
Não temos de ser ou fazer, seja o que for, para acreditarmos :)
EliminarHei-de voltar. Vou fazer por isso.
Beijinhos