20.9.13

Novamente, a mesa do café.

A porta de entrada é grande, vidrada. Tão ampla que permite o acesso, sem medo, da brisa. As cores garridas nas paredes, o tecto sóbrio. A luz invade o espaço e sentimo-nos lá fora. No canto, duas mesas, dão lugar a uma. O grupo é grande, como sempre. O mesmo de sempre. Algumas excepções. Vagas excepções. Pouco importa. Importa-nos pouco, quando estamos em sintonia. Quando temos conversa curiosa. Perdidos, contava-me que desenha. Que desenhou. Agora não. Esqueceu-se de como se faz. Ri-me com gosto. Não se esquece, pensei. Narrou-me, repleta de contentamento, as suas obras. Obras menores, caseiras. Não aceitei a avaliação das mesmas. Jurei querer vê-las. Quem sabe, um dia. Enquanto a conversa acontecia, lembrava-me, tal e qual, que não se esquece como se faz. Mas esquece-se de fazer. É esse o meu caso. Há muito, muito tempo que não desenho. E como gosto! Gosto e esqueço-me, há vários anos, de o fazer.

2 comentários:

  1. Lá diz o velho ditado que ....é como andar de bicicleta!!!
    ( eu sou uma desajeitada a andar de bicicleta...mas acredito nesta máxima)
    devias retornar a esse GOSTO!!
    Beijinhos

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    Respostas
    1. Não temos de ser ou fazer, seja o que for, para acreditarmos :)
      Hei-de voltar. Vou fazer por isso.
      Beijinhos

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