19.11.13

Os meus livros.

Desconheço, na verdade mais íntima, os livros que tenho. Não os sei em números. Passam para lá do óbvio, vão mais longe do que o que existe em diminuta vontade. Das estantes revestindo as paredes mascaradas de papel de parede ou iludidas de uma qualquer cor. Estão por aí, grande parte deles. Outros estão tolerando-se uns sobre os outros. Imagino, fabulando, numa tentativa perdida de tratar o impossível com domínio, as histórias e as personagens cruzando-se, dando origem, todas elas, a uma mixórdia de um mundo louco e adulterado pela imbecil lembrança de os ligar. Pela minha, feliz ou infeliz, ideia de os aglomerar. A memória não me quebra as recordações, quando assisto, de imediato, à minha infância recheada de livros. Foi o meu pai quem mos comprou. Quase todos. Dava-mos de diferentes temas. As capas, mais ou menos, apelativas. Umas duras, as outras de fortes títulos. Os textos, a cada ano passando, a tomarem temas e formas de escrita mais entusiasmantes. Sempre os achou relevantes. Muito. Herdei-lhe, desta forma, a vontade sôfrega de ler. De despender horas a ler, horas a convencer-me do que relatam escrevendo. O meu pai acredita nisso. Ainda hoje. Eu também, desde tenra idade. Desde que soube, pela sua mão, o que era um livro. Desde que percebi que um livro é uma companhia inequívoca. Das que se passam de pai para filho.

3 comentários:

  1. Pois eu tenho 3 livros a meio ( há 2 anos).....não te rias tá???
    Não necessitando especialmente de óculos, confesso que as letras começam a fugir-me ao fim de 10 minutos e chego ao final da página sem saber o que li....
    Os únicos que vão tendo sorte são os do Mini...mas esses têm bonecos!!! loooooolll ;)
    mas ler faz bem....tenho pena de não lhe conseguir (re)tomar o gosto!
    Beijinhos

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    1. Rio-me, com certeza. Mas não é de gozo. É de perceber que, cada um de nós, tem as suas vidas, as suas rotinas e os seus hábitos. Ler é, também, um hábito. Que surge quando há gosto pelos livros e pela leitura.
      Lá está, quando há filhos, julgo que é bem mais complicado definir prioridades. E claro, por essa altura, os livros infantis ganham destaque.
      Vais sempre a tempo ;)
      Beijinhos

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