26.12.13

Ideias desordenadas que põem sentido a cada ano vivido.

Processo rápido, cujo objectivo é agradecer o que queremos fazer. Perfeitinho, o empenho. A hora de abertura está farta de se saber conhecida, sobejamente entendida e assimilada por todos. Nós todos, note-se a ressalva, uns mais do que outros, claro está, saímos com o propósito de comprar. Fazemo-lo para nós, por nós ou, tantas vezes, para quem nos aconchega os corados afectos. Depois, quando o pai natal se desmancha e cede o lugar a um familiar atrevidamente travesso, perdendo as barbas brancas, porém, sintéticas, o fato vermelho e branco de tecido manhoso, o barrete que não esconde uma careca divertida, a barriga que sorteia uma almofada e, até as botas, são de alguém bem mais terreno, desistimos de esperar. Ou deixamos de acreditar. Não fugindo à conversa, conheço bem quem tenha paixão pelo pai natal, volvidos que são tantos anos, após o confronto inevitável. Vamos, então, à procura. Os tempos, seja por esta altura ou no liso decorrer de todo o ano, não estão para esbanjar, tão pouco, para exibicionismos que resultam num grito de evidentes sinais de riqueza. Quando esta é fabricada, também conta para a minha estatística. Principalmente. Mas, alongam-se as conversas, quando o tema é apontar o dedo. Quantas vezes arrasamos o comportamento de um qualquer funcionário. Porque foi desatento, porque ofereceu má cara, porque se recusou a procurar outro tamanho ou, quem sabe, porque insiste em tornar-se na nossa sombra. Enfim, motivos teremos todos para que não nos faltem opiniões. Contudo, não sei se pela política de algumas marcas, se pela simpatia inerente a alguns seres, funcionários há que merecem que lhes apontemos o dedo pelas melhores razões. Aconteceu-me por estes dias. Numa perfumaria, entrei acompanhado, com uma ideia concreta, mas desde o primeiro instante, a funcionária que se aproximou, mostrou-se bastante eficiente. Sem sufocar as escolhas que se querem independentes, fez-nos sugestões, sem pressões, falou e seguiu. Em razão da verdade, não trouxe o que nos ofertou de sugestão, mas ficou-lhe bem o atendimento e proporção. No que me diz respeito, gosto de agradecer quando o serviço merece. Porque quem trabalha bem e por bem, ganha mérito. Assim é todos os dias que o ano tem.

2 comentários:

  1. Quem não gosta de ser recebido e atendido com um sorriso? Faz toda a diferença! E mesmo que saísses de lá sem o que procuravas, certamente ficaria a imagem de alguém que leva o seu trabalho a sério e que nem mesmo o cansaço inerente à época a deixou de má cara! Pois que bem mereceu as tuas palavras!
    Lá está....o tal livro dos agradecimentos! Porque a vida não pode ser só coisas para reclamar!
    Beijinhos Real! :)

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    1. Disseste tudo. Não conheço ninguém que não goste de ser bem recebido, com direito a um sorriso. Pois, faz mesmo a diferença!
      Cada vez mais, vejo a importância de enaltecer o melhor dos outros. Estava a fazer o seu trabalho, é certo, mas podia fazê-lo de forma bem mais desapropriada. Eu gostei :)
      Beijinhos

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