Processo
rápido, cujo objectivo é agradecer o que queremos fazer. Perfeitinho, o
empenho. A hora de abertura está farta de se saber conhecida, sobejamente
entendida e assimilada por todos. Nós todos, note-se a ressalva, uns mais do
que outros, claro está, saímos com o propósito de comprar. Fazemo-lo para nós,
por nós ou, tantas vezes, para quem nos aconchega os corados afectos. Depois,
quando o pai natal se desmancha e cede o lugar a um familiar atrevidamente
travesso, perdendo as barbas brancas, porém, sintéticas, o fato vermelho e
branco de tecido manhoso, o barrete que não esconde uma careca divertida, a
barriga que sorteia uma almofada e, até as botas, são de alguém bem mais
terreno, desistimos de esperar. Ou deixamos de acreditar. Não fugindo à
conversa, conheço bem quem tenha paixão pelo pai natal, volvidos que são tantos
anos, após o confronto inevitável. Vamos, então, à procura. Os tempos, seja por
esta altura ou no liso decorrer de todo o ano, não estão para esbanjar, tão
pouco, para exibicionismos que resultam num grito de evidentes sinais de
riqueza. Quando esta é fabricada, também conta para a minha estatística.
Principalmente. Mas, alongam-se as conversas, quando o tema é apontar o dedo.
Quantas vezes arrasamos o comportamento de um qualquer funcionário. Porque foi
desatento, porque ofereceu má cara, porque se recusou a procurar outro tamanho
ou, quem sabe, porque insiste em tornar-se na nossa sombra. Enfim, motivos
teremos todos para que não nos faltem opiniões. Contudo, não sei se pela
política de algumas marcas, se pela simpatia inerente a alguns seres,
funcionários há que merecem que lhes apontemos o dedo pelas melhores razões.
Aconteceu-me por estes dias. Numa perfumaria, entrei acompanhado, com uma ideia
concreta, mas desde o primeiro instante, a funcionária que se aproximou,
mostrou-se bastante eficiente. Sem sufocar as escolhas que se querem
independentes, fez-nos sugestões, sem pressões, falou e seguiu. Em razão da
verdade, não trouxe o que nos ofertou de sugestão, mas ficou-lhe bem o
atendimento e proporção. No que me diz respeito, gosto de agradecer quando o
serviço merece. Porque quem trabalha bem e por bem, ganha mérito. Assim é todos
os dias que o ano tem.
Quem não gosta de ser recebido e atendido com um sorriso? Faz toda a diferença! E mesmo que saísses de lá sem o que procuravas, certamente ficaria a imagem de alguém que leva o seu trabalho a sério e que nem mesmo o cansaço inerente à época a deixou de má cara! Pois que bem mereceu as tuas palavras!
ResponderEliminarLá está....o tal livro dos agradecimentos! Porque a vida não pode ser só coisas para reclamar!
Beijinhos Real! :)
Disseste tudo. Não conheço ninguém que não goste de ser bem recebido, com direito a um sorriso. Pois, faz mesmo a diferença!
EliminarCada vez mais, vejo a importância de enaltecer o melhor dos outros. Estava a fazer o seu trabalho, é certo, mas podia fazê-lo de forma bem mais desapropriada. Eu gostei :)
Beijinhos