Há
expressões ou inócuas palavras que, sem espicaçar a memória, me lembram alguém.
São fáceis. Hábeis. Desbastam levantamentos de outros tempos. (Risada!) Ironia das ironias. Não
esqueço. Porventura, esta é a palavra que mais vezes me induz lembranças.
Porque me leva para uma relação feliz. Tão feliz! Mas, também as lembranças
deviam ser passíveis de consumo com data de validade. Pois, mudam. Pois,
esgotam-se. Pois, no instante final, tiram a vida ao atrasado. No mexido centro
da nossa cidade, ambos acompanhados. Ela com ele. Eu com ela. Em sentidos
opostos, passamos lado a lado. Cruzamos olhares. Um sorriso desmaiado.
Seguimos. Quem me acompanhava, reparou. Bonita,
disse-me. Sorri-lhe. Sim, mas já passou,
disse-lhe eu. De linhas e contornos literais. Hoje, sou brutalmente mais feliz.
E seguimos caminho. Não sei se para sempre. Mas felizes.
O passado pertence-nos...assim como as suas lembranças! E na certa, que também tantas boas ficaram....e seguirão contigo vida fora! Como eu costumo dizer, o meu passado é meu, deve ser respeitado pelo valor que lhe é digno...e o mesmo pratico em relação a outros.
ResponderEliminarO passado já não traz felicidade, trás apenas memórias...do que foi!
É este presente que conta....e tu disseste TUDO!
Podias até nem ter mencionado o brutalmente....porque o FELIZ do presente, ultrapassará tudo!
E eu...por aqui..fico feliz por ti também :)
Beijinhos
Obrigado, Lena!
EliminarSempre atenta.
Quando estamos bem, quando não deixamos vontades e resoluções pendentes, não importa mais nada. O passado é nosso. Tudo o que fica para trás, embora, longe ainda é nosso. Como em tudo, o saldo sendo positivo, é pautado pelo melhor e pelo menos bom. Faz sentido.
As memórias valem o que valem. Mas é bom ter passado. Apenas, quando isso não hipoteca o presente.
Fundamental é viver! :)
Beijinhos.
Até já!