Aquele
movimento frenético, tantas vezes, lhe sentimos a falta. A forma possuída como
a cidade grande, de tão impaciente, consegue, roçando a convulsão, gerir o quão
rabugento que é o marchar daquele lugar. Quando não estou, por temporadas, em
Lisboa, falta-me esse ademane social. Nunca estou o tempo suficiente. Longe,
ganho-lhe saudades, da cidade e da impaciência que afasta o vagar. Por seu
turno, voltar às raízes de um espaço mediano, oferece-me o descanso da
serenidade beliscada meigamente pelo espancar do quotidiano. E, entre tudo
isto, julgando que nada tem que comparar, lembro-me das relações. Entre
pessoas. Do amor e do desamor. Da amizade e da desamizade. Do afecto e do
desafecto. Como que as sentando rivais. Afastando qualquer cotejo. Desde logo,
refuto qualquer maneirismo de psicologia enviesada com filosofia de mesa de
café. Mas, tal como, os lugares, as pessoa ganham estratégias de viver e
sobreviver. As relações, se quisermos, espelham factos do nosso reflexo nos outros.
Se me ofereces excitação ou se me desenhas experiências quentes mas serenas.
Somos aprendizes. De qualquer lado da barricada. Mesmo e, sobretudo, se
mudarmos de azo.
Nada como a nossa terra :)
ResponderEliminarAssim sendo, sê bem Regressado!!
Beijinhos
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarNos Entas,
ResponderEliminarObrigado! :)
É verdade. Conseguimos sentir-nos em casa em muitos lugares, conseguimos, inclusivamente, sentir-lhes a falta, mas nada se assemelha à nossa terra, ao nosso espaço. Às referências, no fundo.
Beijinhos
Percebo-te tão bem! Quando saio do Porto, sinto-lhe a falta nas pequenas coisas. Acho que o cheiro é uma daquelas coisas tão representativas da cidade como as fotografias do tipo postal. E isso é o que mais recordo quando me ausento do meu Porto*
ResponderEliminarRaquel,
ResponderEliminarÉ isso. Quando nos afastamos, seja por que razão, é quando damos, à cabeça e ao coração, oportunidade de sentir o lugar que deixamos. Aí, tomamos atenção à rotina, aos cheiros, às pessoas e aos lugares. Pior, aí conseguimos sentir-lhes a falta. Um beijo.