Constantemente
não é óbvio, remédio que convém à torção de um músculo que já não ensaia. Na
terra batida encontramos tudo. As botas com desenhos distraídos da terra
fugidia, os botins de todas as estrelas, os ténis de corrida, os ténis com a
marca adornada no desenho da mais recente moda, os sapatos assimétricos, também
os clássicos e, imagine-se, os chinelos e os saltos. No pé de cada nome,
naquela terra batida, olhamos de tudo. Tanta gente junta, tanta diversidade
feliz. Calca-se a terra a cada passo adiante. Tanta gente reunida. Fazem-se
grupos de amizade. Amigos e conhecidos em roda. Risada, conversa e gargalhada.
Mas há sempre quem nos arrepie. A pele ganha outra textura, um toque de relevo
robusto da sensação desprevenida. E ficamos a vê-la. E ficamos a ouvi-la. Só me
interessa se tiver passagem desligada de repetidas imagens. Na terra batida
sustentam-se relações. Investem-se razões para conhecer quem és.
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