Desceu
do lugar do pendura. Bateu com a porta do carro, meio desavisada, um pouco
incomodada, sem mostrar a razão. Fiquei à espera. Seguiu, bateu o portão.
Passou a porta de entrada. Bateu-a, também. Parou no hall, lembrou-se que vinha da discoteca que não visitava há algum
tempo. Daquela que toda a gente fala e que, explorada muitas vezes, perde a
graça e deixa-nos extenuados. Depressa se esqueceu. E voltou a cismar com a
razão do arrufo. Guardou-o para si. Aventurou-se nas escadas, para seguir para
o andar superior. Envolvida com as mais recentes novidades que nele seguiam
sucessivas, perdeu o chão. E o telemóvel. Caíram. Ambos. Relatou-me no dia
seguinte, quando me contava que estava sem telemóvel. A imaturidade é lixada. São
memórias. E já lá vai o tempo. Nunca me contou a razão. Nem sei por que razão me
lembro disto agora. Já não pisamos o mesmo chão. Vou deixar de ouvir,
aleatoriamente, músicas guardadas no tempo.
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