Fatalmente,
gosto da cidade. Por outras ocasiões, gosto do campo. A cidade é portento. Gosto.
Da agitação. Das ruas movimentadas. Dos carros apressados. Das pessoas bonitas.
Dos corpos envergando actuais vestimentas. Das lojas. Do barulho. Dos semáforos
regendo. Dos aviões soando. Das pessoas, à conversa e a fumar. Do palavreado à
entrada dos grandes prédios. Do metro ali tão perto. Da varanda de um oitavo
andar. Do gato da vizinha, sossegado, nas escadas. Da proximidade ludibriada. De
tudo isto. Porque, doutras vezes, parado numa dessas ruas, numa das ruas da
cidade, percebo que, afinal, é normal. Tudo o que a compõe é regular. E, assim,
tomo nota. Gosto da normativa.