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4.11.13

Promover a diversidade no que ao pêlo do rosto importa. Ou, banalmente, barba feita, barba desfeita.

Apanho-me de surpresa, quando se me dirigem, por três vezes, em dois dias seguidos, pessoas diferentes, ambos os sexos, realçando o meu novo visual. O meu pai incluído. Em todas elas, fiel ao resultado comum das surpresas, não entendi, no primeiro impacto, qual o objecto de tamanha diferença e digna de relevante avaliação. Quero acreditar, positiva. Todos, por fim, acabaram por me colocar ao corrente. É a barba. Por fazer. Se bem me recordo, de alguns dias. A todos, a minha resposta, ainda que, balbuciada, foi igual. Não é um novo look, pelo menos, não é propositado. É o cansaço, até de imaginar, de ter que a barba aparar. Agora, que penso, aparada, não totalmente desfeita, já ela é hábito. Excede-se uma pessoa, cedendo à liberdade de não ter obrigações. Ou mudou-me bastante ou, de pessoas atentas e amantes do pormenor, estou rodeado. Os homens que me ascendem de seguida, entenda-se o meu pai e o meu avô, são a imagem representada do pincel e lâmina ou, mais recente, o meu pai, lâmina apenas. Eu, amante de tradições, não querendo gorá-las nem contrariá-los mas, possivelmente fazendo-o, fico-me pela máquina de barbear. Há vivências que não acompanhamos. Mudam-se os tempos, mudam-se os hábitos… de barbear.