5.9.12

Não, obrigado.

Bem sei que este mundo e parte substancial do outro já comentou, falou, escreveu, opinou, detestou, aprovou, repudiou, não gostou ou simplesmente não quis saber, porém, sem querer voltar ao assunto propriamente dito que fez notícia por estes dias, não pude deixar de pensar nas touradas e na forma como as vejo.

Encaro-as sem qualquer interesse público, embora, reconheça os aficionados e o seu gosto pela tauromaquia, até porque, grande parte dos ascendentes da minha família, principalmente família materna, o são. Não quer isto dizer que a tradição seja o que foi e que a admiração por esta prática seja transmitida de geração para geração. Felizmente, tal como eu, muitos têm acompanhado esta tendência.

Recuso-me assistir a qualquer corrida de touros, seja numa praça, seja pela televisão. Não encontro nenhum pingo de arte numa prática que se presta a um espectáculo como este, que dizem, é tradição. É, com certeza, mas a civilização evolui e os tempos mudam. (Digo eu!) Assim sendo, qual é a justificação para se manter uma tradição que visa, em plena praça pública, afrontar um animal? A não ser que o touro seja um animal de segunda ou terceira. (Já agora, onde se encontra a lista da hierarquia animal?)

Posto isto, acho o que aconteceu recentemente tão lamentável e desprovido de propósito, que não há mais a dizer. Não escrevi para apontar o dedo a A, B ou C, simplesmente não gosto e nada me impede de dizê-lo.

Touradas? Não, obrigado.

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