Juntos,
havíamos estado sentados. Todos. Na mesma mesa, na mesma esplanada. Exactamente
na mesma mesa, no mesmo lugar que, ao meio dia, estivemos. Conversamos. Sobre
tudo, sobre nada. Éramos quatro. A minha vida. A tua vida. A vida dele. A vida
dela. As nossas vidas. Cruzam-se, felizmente, tantas vezes. A propósito, há que
combinar o jantar de sábado, lembrou alguém. Recusamos, uma vez mais, não
aceitar. Vamos jantar com aquela pessoa. A vontade, a prazo, desvanece. Mas
vamos. Vamos porque sim. Porque faz sentido. A noite, embora quente, já vai
longa. Nem todos repousam em férias. Na manhã seguinte, bem cedo, há trabalho.
Vamos embora. Para trás, a esplanada que nos recebeu. Mais à frente, a esquina,
a de sempre. É rotina. Parados, esquecemos o avançado da hora. Carros. Cores.
Elas e Eles. Foram os temas. Entre outros, com certeza. Aqui, à esquina, somos
amigos e felizes. Aqui, porque calhou. Somos conversas e amizade. Até amanhã,
dissemos em uníssono.
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