E,
garantidamente, tenho o melhor relógio de sempre em minha casa. A medo, nunca o
uso. Como se o medo de perder a sua identidade e memórias fosse maior que o
desejo de perpetuar no pulso, a memória de quem, merecidamente, jamais será esquecido.
Adoro relógios. Tenho alguns. Apenas, não uso o melhor. Porque, desde sempre,
guardo para mim o melhor. E o meu avô, quando partiu, deixou-me o melhor. O
melhor relógio de sempre.
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