28.8.13

Adoro relógios.

E, garantidamente, tenho o melhor relógio de sempre em minha casa. A medo, nunca o uso. Como se o medo de perder a sua identidade e memórias fosse maior que o desejo de perpetuar no pulso, a memória de quem, merecidamente, jamais será esquecido. Adoro relógios. Tenho alguns. Apenas, não uso o melhor. Porque, desde sempre, guardo para mim o melhor. E o meu avô, quando partiu, deixou-me o melhor. O melhor relógio de sempre.

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