Sem
tino, marcam as vidas alheias. Destroem a terra de todos. Consomem as almas em
desespero. Corroem o verde e a paisagem. Ameaçam as casas vizinhas. Ruins, agem
sem pingo de piedade ou respeito. São ausentes de humanidade, homens piores.
São miseravelmente piores. Espalham o terror nos corpos em luta. Instigam a
destruição. Pior, convidam a morte. Gente que faz pior que os azares da
natureza. Que os potencia. Este ano não é excepção. A maioria dos incêndios
que, até agora, vêm deflagrando no nosso país são, em repetição, obra de
despeitados. De gente louca. De gente inqualificável, de tão má. Os incêndios,
este ano, voltaram a matar. Entre todos, o fogo é a extensão de alguém. Tão
ladrão é quem rouba, como quem fica a ver. Uma vez mais, reforça a miséria e a
tristeza. E recuso entender. Recuso, veemente, ver para além dos estragos. Para
além da fatalidade. Apenas, porque não são homens, não são pessoas. São reles
miseráveis.
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