12.8.13

Jantamos?

Quando o telefone toca, entre suposições e certezas, nada menos do que isso. Lançamo-nos na perspectiva do que aquele número, o mensageiro, em primeira instância, nos vai dizer. Quando nos permitimos ter tempo. Quando não recusamos esperar, ouvir o som. E que som. Depois, parcas vezes, surpreendem-nos. Atendi. Vamos jantar?, soava do outro lado. Sim. Com amigos. Num lugar com uma excelente vista. Mais à frente, já à entrada, aguardando indicação para seguir para a reservada mesa, surge aquela pessoa. Três, quatro anos? A memória falha-me. Falha-me sempre, mesmo quando, para mim, juro guardar. Olho-a. Sorriu-me. Está igual, tenho a certeza, porque disse-me, taxativamente, o que, instantes antes, a imaginei dizer-me. A seguir, um amigo comum. Já suspeitava. Aquela rapariga?. Respondi sim, uma amizade antiga. Contei-lhes a ausência. Vai acontecer-te algo francamente bom, disseram-me. Não recusei a ideia. Quando uma pessoa com quem já não falas há muito, te fala, é sorte grande na certa. Ok, fico à espera. Jantamos. Saímos. A sorte grande, essa, não a vi. Mas o telefone é, tantas vezes, o princípio. Seja o que isso for.

3 comentários:

  1. pera aí que vou já ligar-te ;)
    ehehhe
    quem sabe...os teus amigos nao têm razao, se bem que nunca tinha ouvido isso....
    pode ser um bom Agouro!!! e assim espero :)))
    beijinhoss

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ahah. Fico à espera! ;)
      Também desconhecia este presságio... A ver vamos.
      Beijinhos

      Eliminar