5.8.13

Voltar sempre.

Quando coloquei a música “Até ao Verão” de Ana Moura no meu último post, garanto, não tinha qualquer ideia ou mensagem subjacente. Na verdade, mostrava uma música que, na altura, tocava em modo repetido no meu computador. Por norma, gasto-as, às músicas preferidas, até à exaustão. Não dispenso ouvi-las. Porém, não fosse estar a actualizar, neste preciso momento o meu blogue, e ter-se-ia tornado numa premonição. Ou, a actualizá-lo agora, confirma-se. Quase nove meses. Nove meses sem qualquer palavra escrita, aqui. É verão. Era outra coisa, em Novembro.

Em nove meses, vi muitas coisas, vivi tantas outras, percebi algumas, respeitei-as mas, acima de tudo, senti-as. Como quando nos tocam, nos tocam a pele e sentimos diferente. Sentimos que há muito mais do que um toque. É pele com pele. É a pele que faltava que nos toca. Porque somos um espelho de nós mesmos, outras vezes, mostramos em nós, os outros. Quando assim é, justifica-se voltar. Voltar a tocar e a receber toque. Justifica-se voltar a ver e a estar. Voltar sempre.

2 comentários:

  1. e tive saudades tuas REAL!!! ainda bem que voltaste ;)

    ResponderEliminar
  2. Boas.
    Muito obrigado!
    É, totalmente, reciproco. As saudades, o voltar a ler-te.
    Até já. ;)

    ResponderEliminar