No
meio da rua, de desengonço fingido, ia perdida nos seus afazeres. Entre a perna
alçada, com a ajuda da mão, devolvendo o salto alto ao pé esquerdo. O outro stiletto negro, exímio no pé direito. A
pasta dispendiosa, fugindo à inércia na mão direita. A mala deslizando, com
tempo, pelo braço direito abaixo. O cabelo preso, voando, tanto quanto
possível, ao sabor da brisa. Dando tonalidades impares às madeixas. As jeans
justas, com dobras estrategicamente similares. A camisa fluida espreitando pelo
casaco de pele, negro. Depois, alinhada, continuou. Subiu a avenida.
Garantidamente, era estilo e elegância. Acumulou-as com a descontracção. Mesmo
que fuja à linha recta dos estereótipos. Um exemplo pode ser, no intervalo, de
soslaio, um atraente desengonçado.
Chamou a tua atenção...logo era na certa elegante e diferente :)
ResponderEliminar"diferente" lá está...porque se não fosse talvez as simples e banais calças de ganga e sapatos de salto não seriam alvo de um post especial!! :)
Beijinhos
É verdade. Também, por situações como estas, é que sou um fã assumido da diferença. Se é que podemos colocar a questão desta forma. Tudo o que se distingue é merecedor de post especial. Ela, sabendo ou não, chamou a minha atenção de forma particular.
EliminarBeijinhos
... acho que todos nós quando vamos perdidos nos nossos pensamentos por momentos perdemos a noção exacta de onde estamos e voamos em pensamento ... soltamos a criança que ainda está dentro de nós ...
ResponderEliminarabraço
Acontece, realmente, com frequência perdermo-nos no quotidiano e, qual desarmados, somos simples até na banalidade de subir uma avenida.
EliminarAbraço