4.10.13

Parcimónia.

Viver contracorrente confunde-se com pauperismo. Viver no sentido contrário dos comuns mortais, custar-nos-á, a curto, médio ou longo prazo, um valor. Para uns, maior, para outros, menor. Composta a verdade, ninguém é desavindo quando insiste no melhor. Mesmo que opte por dispensar a prudência. À margem, aniquilando a culpa e dispensando plagiar vidas repetidas. No final, temos o saldo. É proveitoso. Porque, afinal, sustenta-se na feliz competência de experimentar.

8 comentários:

  1. E...deve-se experimentar de tudo com essa "desculpa" sustentada em segundos de felicidade???
    Eu tenho uma lado que é careta neste sentido.....não fazendo julgamentos de valor a quem assume tamanha coragem, de aproveitar libertando-se da prudência....eu ...bem...vendo bem, acho que nesta fase da vida me tornei mais "arisca"???!! mas... ;)
    Beijinhos

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    1. Todos somos diferentes, mesmo que semelhantes. Por isso, ouvir os outros e as suas experiências é sempre enriquecedor.
      Mas, nem falava da loucura de extravasar e correr riscos. Também faz parte e fará falta. Mas centrava-me no facto de desde sempre nos terem traçado um destino ou um caminho. Nasces, estudas, trabalhas, casas, reformas-te, morres. Neste trajecto, dão-te permissão para umas viagens, uma ou outra relação antes de casares e pouco mais. Quando, muitas vezes, invertes o sentido das coisas. Porque não viajar e terminar os estudos depois? Porque não ter um trabalho em que sejas tu a organizar tudo, ao invés de te fechares das 9H às 17H? Depois casas quando chegar a altura e a pessoa certas.
      A opção é nossa. A vida é nossa. Mas quem nos rodeia e gosta de nós, "prefere" um caminho recto, no lugar de várias paragens para experimentar.
      Beijinhos

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    2. Sem duvida!!!
      Eu fiz isso....deixei a universidade pelo sonho da vida, fui para fora pelo sonho ( na altura certa de o fazer, na idade de cometer essas "liberdades") ....
      Já não voltei à dita, outras coisas foram acontecendo e quem sabe um dia destes??
      Compreendo o teu ponto de vista perfeitamente, nós não sabemos qual a "validade do nosso bilhete" nesta corrida, muitas vezes penso se fiz o correcto, se fiz o que devia...
      Se aproveito o suficiente....
      As opções serão sempre nossas com alguma influência exterior, seja de forma ela apareça....mas sim
      Concordo que deveríamos e devemos VIVER!!! e não sobreviver.... :)
      Beijinhos

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    3. Disseste tudo. Até porque, com a tua experiência efectiva, saberás muito bem daquilo que falas.
      Quanto ao que está feito, correcto ou não, está lá e faz parte. O resto é conversa. Não há que ficar preso ao que fizemos. Viver é seguir em frente. Senão, ficamos suspensos na sobrevivência :)
      Beijinhos

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  2. Bolas....estou cota não estou?? ehehhehe
    É nestes momentos em que me apercebo....e quase uma longa metragem a preto e branco ( que é mais requintado) me vem à cabeça....
    nem nos apercebemos, do quão rápido, tudo pode passar!!
    Ficam as boas lembranças e alguma saudade BOA....daquela que guardamos para contar aos netos :)))
    Obrigada ....gosto sempre desta troca de ideias contigo!!
    Beijinhos

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    1. A preto e branco, ou não, memórias vastas é um excelente sinal.
      O gosto pela troca de ideias é recíproco :)
      Beijinhos.

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