18.11.13

Trocas o baixo destino pelo tratamento de primeira.

As horas queimam-se à velocidade do foco e da entrega que concentras num trabalho. Uma tarde, ainda que, produtiva, gasta-se sem que percebas. Quando os horários não existem, ou antes, são ajustáveis, experimenta a organização. O computador é a tua prioridade, sem o ser. Esqueces-te do que te rodeia. A música toca, ajudando a criatividade. Se for possível. Há trabalhos que, no primeiro contacto, se mostram carregados de aborrecimentos, de tão enfadonhos. Contudo, ganham estatuto de interessantes. Estimulantes. Mesmo quando partes para eles sem grande convicção. No final, horas e horas de entrega, de trabalho, o resultado final chega ao destino. Entrega-lo. Está terminado. Afinal, está tal e qual, pediram. Melhor, até. Gabam a criatividade e concretização do esboço. Assim, esgotar o tempo, merece a pena. E desculpem-me, não simpatizo com o dito popular, “dá Deus nozes a quem não tem dentes”. Quero acreditar que, primeiro, Deus não perderia tempo com questões frívolas do quotidiano alheio, segundo, Deus, como nos é dado a conhecer, não o faria, julgando os ausentes de dentição perfeita e, terceiro, quem não tem dentes, as há-de comer. Assim, seja a sua vontade. E haja tempo.

8 comentários:

  1. e há alguma coisa melhor que o reconhecimento pela dedicação e entrega? já para não falar de ser-se verdadeiramente elogiado pela criatividade....
    Faz, toda a diferença :)
    Beijinhos

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    1. É certo! O reconhecimento, seja em que sentido for, é sempre muito bom. É conforto. Todos, uns mais do que outros, quando nos propomos a fazer algo, queremo-lo bem feito. Queremos o resultado que idealizamos. Mais não seja, queremos o nosso próprio reconhecimento.
      Facilita, quando quem nos procura e desafia, confia em nós :)
      Beijinhos

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    2. Enquanto te lia, a ideia que tenho de ti...como perfeccionista acentuou-se, mesmo que de um jeito irreverente...;)
      p.s: não é uma critica destrutiva, convém que fique claro e escrito, tendo em conta os meus antecedentes, posso cair na desgraça de um processo disciplinar e expulsa sem direito a passar na casa partida e receber a nota....(é pah....há que tempos que não jogo ao monopólio....saudades) ;)
      Beijinhos

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    3. É assim tão notório? Devo assumir que sou perfeccionista. Tanto quanto possível. Gosto, ainda mais, de ser um perfeccionista irreverente ;)
      Adoro sentido de humor. E não, não levaria como uma crítica, tão pouco.
      Monopólio... Há quanto tempo!
      Beijinhos

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    4. ehehehheh... :)
      Não é notório assim a olho nu.... mas pelo que vou lendo. Sou observadora, como tu :)
      E é engraçado!
      Tu não me digas que também compravas sempre as companhias de caminhos de ferro e as da água e luz? eheheh
      Beijinhos

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    5. Gosto de saber que são precisas lupas experimentadas para percebe-lo ;)
      Tenho particular simpatia por pessoas que são observadoras e se assumem assim.
      Por acaso, consegui tomar muitas delas. Há escolhas que não se mudam :)
      Beijinhos

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  2. :) ... e é tão bom termos tempo para queimas a fazer o que realmente gostamos

    abraço

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    1. É um privilégio, cada vez mais ausente, o de nos pudermos entregar àquilo que nos preenche. Num misto de profissional e pessoal. É essa a recompensa, no final :)
      Abraço.

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