13.12.13

Inauguração refreada pelo convite de cerrar portas.

Dedica-se o número treze, por norma, à má sorte. Talvez, fique mais barato, apelidá-lo de fonte de ausência de sorte. Afasta-a, dizem algumas teorias. Hoje, é dia treze. O dia, também ele, é tido como malfadado. Depois, chega a proeza de juntá-lo a uma sexta-feira. Diz-se, por aí, que sexta-feira treze é um motivo abastado de tomar cuidados. Cuide-se, então. Eu, pelo contrário, vejo-o como um número de níveis soberbos e inesgotáveis de sorte. Antes um treze que um outro número qualquer. Vontades intemperadas, também as tenho. Não fosse já suficiente o cabaz que nos cabe neste dia, envolvido de uma forma inelutável. Mas, o quotidiano não se vence pelas doze badaladas avisando o novo dia. Pois, nesta sexta-feira, treze de Dezembro, acontece uma inauguração. Uma jovem desempregada desafiou-se a criar o seu próprio negócio. Estruturou-o tal qual sabia. Fez projectos, fez investimentos vários. Transformou o espaço à sua medida, ao seu tom. Fez-se demorada a abertura. Não tem quaisquer certezas, apenas vontade de fazer um projecto acontecer. Espírito de empreendedora, capaz de ignorar as mais custosas perspectivas. Fatalmente, a palavra crise, brotando de boca sim, boca sim. Impaciente e ávida de dominar e obter sucesso, avançou. Aconteceu, por fim, hoje. Abriram-se as portas de um negócio. Apetece-me, neste momento, salientar que, entre tantas dúvidas, sabe bem ver gente empolgada, desafiadora e trabalhadora. Não sei, por força da incógnita verdade, se será bem sucedida. Mais não seja, fez-se animosa. Valente. Hoje, alguém abriu as portas de um novo negócio. E, na inauguração, não se comentava o trabalho e criatividade desenhadas ali. Especulava-se, em género de aposta, quando seria o seu fim. Um, dois meses? Ficaram-se pela exaltação do putativo final. Tenho medo dos que fazem opinião porque lhes é fácil falar. Esquecem-se, contudo, que há propósitos que devem ser cumpridos. As inaugurações vivem de festejo e de votos de prosperidade. Não é uma faca de dois gumes.

2 comentários:

  1. Adoro sextas feiras treze!!! aliás a sexta feira já é um dia que me deixa....( ligeiramente) desaustinada, e as sextas feira treze acho-lhes um piadão! dá vontade de desafiar todos os preconceitos gerados à volta da data.....e rir com o desafio!!!
    Parece-me que foi também isso que aconteceu nesse novo negócio!! Que seja prospero....é o que desejo!!!
    Vamos passar debaixo das escadas; correr atrás dos gatos pretos, partir um espelho...e por aí???
    ehehhe
    Beijinhossss**

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    1. Eu também não tenho nada contra. Pelo contrário, parece-me um dia igual aos outros, com o acréscimo de termos, sempre, alguém por perto com essas superstições. De resto, tudo igual.
      Embora nesse desafio. As tradições costumam-se cumprir. Mesmo que seja no inverso :)
      Beijinhos

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