Vou
ser somítico. Bastante apegado às palavras. Vou poupar-lhes o desgosto de
gastá-las, se assim conseguir. Naquela rua da baixa, hoje movimentada, noutros
tempos ainda mais festejada, passávamos. Num dos prédios que sempre gabo, vive
uma montra de loja, que é novidade, sangue novo e negócio contemporâneo. É
dinamismo e devoção na mente criativa que, felizmente, decidiu fazer-se de
coragem e de obras às ideias, entender, por fim, concretizar. Havia gente a passar, de língua
afiada, da montra a desdenhar. Nós parámos. Ficamos a olhar e a ver. É letras e
sonhos. É bravura de quem não desiste, nem perde sombra dos seus instantes a
mordiscar a carne e a vida alheias. Hei-de lá voltar.
Porque será que nunca são capazes de desejar o bem ???
ResponderEliminarque raio de mentalidade...
Beijinhossss Real!!!
(estou em grande divida mas não caiu no SPAM!! ) ;)
As pessoas alimentam-se do desdém na esperança que se acreditarem que a vida dos outros é pior a deles parecerá melhor. Mas ainda bem que ainda há quem lute pelos seus sonhos para lá de má linguas
ResponderEliminarJá ouviste dizer que "quem desdenha quer comprar"? Eu sou adepta fervorosa dos ditados populares e esse encaixa aqui que é um mimo.
ResponderEliminarNos Entas,
ResponderEliminarAs mentalidades, depois de afincadas, é um tremendo terror fazer por alterá-las. Vive-se, ainda e muito, o percurso do vizinho. Preocupa-lhes o alheio. Contudo, apenas e só, até à concretização. Aí, rogar-lhe-ão pragas valentes. Não entendo. O seu, a seu dono.
Bem sei que não. O tempo leva-nos a disponibilidade, sem que tenhamos conta. Vem sempre a tempo.
Beijinhos.
Nada,
ResponderEliminarPrecisamente. Resumiste, textualmente, aquilo que é um facto, infelizmente.
Rói-se e corrói-se a vida alheia para, durante o desdém, não terem um instante sequer, para viver. É um susto.
Felizes daqueles que não sabem o que é viverem dos outros. Felizes dos que desfrutam.
Raquel,
ResponderEliminarJá ouvi, e é a moldura que mais sentido faz.
Também me soam sempre bem os ditados populares. Não sei se pela sabedoria tão presente, se por serem uma certeza das bengalas de uma sociedade. Quem desvaloriza sem motivo, aprova o concreto :)