A
matemática é o absurdo de uns, a paixão de tantos, o desgosto de um sem fim de
progenitores, a máxima descoberta de alguns, o desaire de uns quantos. Mas, o
que não se ousaria supor, é que a matemática pudesse, em algum momento,
intervir na decisão de desenhar num corpo despido. A barba desgrenhada, tal o
seu comprimento, as calças de ganga largas da marca que todos conhecemos, os
ténis imponentes que chamam para si todos os olhares, o pólo que ganha logótipo
no lugar do coração, os óculos graduados grandes e estilosos, oferecem aos
disponíveis de definir com a antecipação de conceitos vagos e memorizados, que
o rapaz é um noctívago, deambulante por tentações desmedidas e piedosas.
Lamento, não é. Preferiu, se escolho bem a palavra, manter-se fiel às
convicções que só a ele lhes competem respeito, em detrimento de um lugar na
norma de uma sociedade de obrigações proporcionais à idade de um indivíduo. Escolheu,
algures na matemática que não tem fim, um motivo para tatuar. Um motor que
impulsionou e um conjunto de linhas com sentido que, por fim, desenhou.
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