Partilhei
um prato requintado, um crepe atrevido e um vinho de qualidade. Derreti um
beijo de vagar demorado. Disse palavras bonitas, por serem sentidas. Sinto-me
espontaneamente romântico. Tal e qual um repentista. Quiçá, esteja certo. Já me
posso casar. Já sou um rapaz de interesse público. Vista-se a noiva a rigor.
Salte-se-lhe o ramo das mãos para lá do véu. Mas não me ofereçam máquinas.
Entendo que sou aquele que não as dispensa, mas não traz sempre consigo o que
ainda não se inventou. Tanto havia para partilhar à entrada. Vamos numa
demorada troca de olhares? O espectáculo merece-nos atenção. Rufem os tambores.
Aproveitemos a acústica. Há dias que vão. Outros tantos que se resumem a vir.
Românticos ou não.
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