Já
não se desenham homens assim, pensei. Depois da grande avenida, subida a
despique com a pressa de chegar ao lugar marcado, vi um homem passar. A calvície
e as rugas marcadas no rosto e mãos davam-me certezas para lhe oferecer uns
simpáticos setenta e tal anos. A postura e o corpo com que fazia o inverso
sentido, não é destino de qualquer um. Levava um lenço arrojado no bolso
superior esquerdo e, na lapela, um adereço elegante. Simpático à vista. Do
bolso do colete tirou um relógio de bolso, em tons do adereço. Semelhante a um
que me ficou da vida de alguém. Olhou-o, de óculos a ajudar, e voltou a
guardá-lo. Manteve a marcha cordial, simétrica. A avenida é um passo do seu
pisar. Já não se desenham tipos assim, voltei a ter no pensamento.
A classe não se ensina...e saber manter com essa idade...é de valor =)
ResponderEliminarNão se ensina, de todo. É uma parte do todo de alguém. A idade, porventura, torna primoroso. É um preço proporcional à pessoa :)
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