Passa
o tempo - O fim-de-semana foi de maior. Não li jornais, nem revistas. Ouvi
menos música no decorrer dos dias. Escrevi menos do que nos outros períodos.
Vi-me mais vezes, e mais demoradas, ao espelho. Escolhi a roupa noutros moldes.
É um género de rescaldo. Se é possível fazê-lo nos próximos meses. Foi um
fim-de-semana de entusiasmo e dedicação. A recuar aos dias atrasados,
estendendo o descanso, ansiado. A dinamização auferiu pontos extra. Nomes há,
que guardo sempre com saudade. Amizades que não têm definição. Gente que me
carrega, de sorte e sensações, o núcleo da amizade. Nomes que, ao falar deles,
quem me ouve já sente a verdade do que sinto. Já não fazem contas à infinita
amizade. Por isso mesmo. Sair para jantar. Descer a rua de sempre, a falar sem
reparar nos que passam. Sair para conversar e beber um café. Sair para estar e
tomar algo. Sair, também, para tomar o pequeno-almoço. Falar, sem tabus.
Contar, se surgir ocasião e necessidade. É um encontro de partilha. Um modo de
participar nas nossas vidas. E torna-se numa estrada sem limite. A conversa não
se esgota. Marcámos, apenas, uma hora. A de encontro. Daí para a frente, não
sabemos. À noite, a brasa de ver o Benfica terminar o que havíamos discutido
nos últimos tempos. Fez-se campeão. É um festival de raiz. Tudo isto. E isso
basta. Não é preciso mais.
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18.5.15
21.4.14
Passa o tempo.
O
fim-de-semana foi de maior. Não li jornais, nem revistas. Ouvi menos música no
decorrer dos dias. Escrevi menos do que nos outros períodos. Vi-me mais vezes,
e mais demoradas, ao espelho. Escolhi a roupa noutros moldes. É um género de rescaldo.
Se é possível fazê-lo nos próximos meses. Foi um fim-de-semana de entusiasmo e
dedicação. A recuar aos dias atrasados, estendendo o descanso, ansiado. A
dinamização auferiu pontos extra. Nomes há que guardo sempre com saudade.
Amizades que não têm definição. Gente que me carrega, de sorte e sensações, o
núcleo da amizade. Nomes que, ao falar deles, quem me ouve já sente a verdade
do que sinto. Já não fazem contas à infinita amizade. Por isso mesmo. Sair para
jantar. Descer a rua de sempre, a falar sem reparar nos que passam. Sair para
conversar e beber um café. Sair para estar e tomar algo. Sair, também, para
tomar o pequeno-almoço. Falar, sem tabus. Contar, se surgir ocasião e
necessidade. É um encontro de partilha. Um modo de participar nas nossas vidas.
E torna-se numa estrada sem limite. A conversa não se esgota. Marcámos, apenas,
uma hora. A de encontro. Daí para a frente, não sabemos. À noite, a brasa de
ver o Benfica terminar o que havíamos discutido nos últimos tempos. Fez-se
campeão. É um festival de raiz. Tudo isto. E isso basta. Não é preciso mais.
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