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15.1.14

Necessidade imperiosa de rir.

Rir é o melhor remédio, uma frase feita, repetida sem conta pelos defensores do riso como terapia. Pessoalmente, devo assumir, não simpatizo com a ideia de que muito riso é sinónimo de pouco siso. Quiçá, porque desde cedo me faz confusão as pessoas serem espartilhadas nos actos e nas palavras, por força de uma norma socialmente inquebrável. Obrigando-se a viver à mercê de uma fuga constante das suas emoções, não fossem parecer desavindos da norma. Não fossem ser mal interpretadas. Diz-se, dos donos do riso fácil, que são loucos, por serem incontroláveis da sua risada. Que mostram a mente insana, através da gargalhada aos molhos. Eu prefiro ficar-me pela ideia de felicidade que um sorriso ou uma gargalhada me transmitem. Porque tenho muito medo dos que cerram os lábios para não perderem a condução. Depois, também de pequeno, sempre tomei de ouvido que, de médico e louco, todos temos um pouco. Os que não têm um Dr. antes do nome, lhes hão-de caber um surto em sorte. No entretanto, valha-nos a risada enérgica. Quem ri por último, não ri tão melhor ou mais do que aquele que ri amiudadamente.