Rir
é o melhor remédio, uma frase feita, repetida sem conta pelos defensores do
riso como terapia. Pessoalmente, devo assumir, não simpatizo com a ideia de que
muito riso é sinónimo de pouco siso. Quiçá, porque desde cedo me faz confusão
as pessoas serem espartilhadas nos actos e nas palavras, por força de uma norma
socialmente inquebrável. Obrigando-se a viver à mercê de uma fuga constante das
suas emoções, não fossem parecer desavindos da norma. Não fossem ser mal
interpretadas. Diz-se, dos donos do riso fácil, que são loucos, por serem
incontroláveis da sua risada. Que mostram a mente insana, através da gargalhada
aos molhos. Eu prefiro ficar-me pela ideia de felicidade que um sorriso ou uma
gargalhada me transmitem. Porque tenho muito medo dos que cerram os lábios para
não perderem a condução. Depois, também de pequeno, sempre tomei de ouvido que,
de médico e louco, todos temos um pouco. Os que não têm um Dr. antes do nome, lhes
hão-de caber um surto em sorte. No entretanto, valha-nos a risada enérgica.
Quem ri por último, não ri tão melhor ou mais do que aquele que ri amiudadamente.