Hoje
já tive oportunidade de partilhar este jogo, porque é verdade. Gosto de brincar
com as palavras. Gosto do português de mil maneiras. Opto, quando o espírito
não tem tiques de abantesma, por usar dos significados, da surpresa de nunca me
repetir. Embora, saiba tão bem, me aconteça amiúde. Num acaso que é tão acaso
como cruzar com alguém a quem conhecemos as rotinas. No caso, voltei a tomar
encontro com uma das mais ouvidas músicas, num tempo em que a idade escolhia
conforme a resposta de cada batida. A música responde. Porventura, nasce daí a
tendência de procurar, com maior ou menor frequência, um determinado estilo. Soa-me
bem o italiano. Já escrevi e já o disse. Embora, à excepção deste tema e de
outro, nunca me lembro de ouvir cantar nessa língua. Estava a ouvir música
italiana. Uma indefinição de estilo. Falam de um pop com destemidas influências. Inclusivamente, este
cantor/compositor não deixa de salpicar este pop italiano com um notório hip-hop.
Nisto, toca o telemóvel e resta-me um padronizado toque. Reduzimos as
diferenças ao ponto de, numa sala com algumas pessoas, em tocando, todos
procurarem o telemóvel.
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25.9.14
25.2.14
Letras contadas.
Acabo
de receber um e-mail. O assunto desvia-me a atenção. O italiano vindo da pessoa certa, é atraente, divertido e sensual. A
preto e branco, um tanto mais. Quando encontrares, se encontrares, o génio da
lâmpada, não te esqueças de mim. Pede-lhe por mim. Pede-lhe, se lhe pedires,
que não me deixe fazer mais nada da vida, senão escrever. Escrever o que
quiser. Sem certezas, começo hoje. Quando me cruzar com uma alma, que me
conheça de ontem, ou de petiz, e me pergunte o que faço, dir-lhe-ei de viva
voz, que escrevo. Quando, onde e para quem quero. Ficamos assim? Liga-me
depois. Em italiano, se não te
importas.
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