Sete
pessoas à mesa. Sete amigos sentado num bar tingido de um british secundário. Sete pessoas, seis pedidos iguais, um pedido
extraordinariamente diferente. Sete pessoas a serem atendidas por um linguajar
pouco português, de toque britanicamente garrido. Sete pessoas juntas por um
propósito feliz. Divertido, tais foram as gargalhadas. Sete pessoas diferentes.
Sete pessoas de opiniões e posições antagónicas. Sete pessoas que se respeitam.
Sete pessoas que não têm filtro e não reparam nas horas fugidas. Sete pessoas
que chamam a atenção, por razões várias. Sete pessoas, sete individualidades
afinadas. Sete afinidades, todas matizadas, pouco iguais. Sete pessoas que são
sete amigos e companheiros quando se juntam. Quando vivem ausentes, também.
Fomos sete neste fim-de-semana. Voltamos a sete ser numa mesa, ironicamente,
num próximo dia sete. Sete ou não, o número varre-se. Quando as pessoas são
pessoas, não se faltam em números. Antes um nome. Uma carinhosa e atenta
alcunha. Bens que saqueamos ao longo da canalização daquilo que definimos
vivência.
Os alcunhas carinhosos trocados entre amigos....sejam 7 ou mais...ou menos...relembram-nos e fazem-nos regressar no tempo.....porque há coisas que o tempo não vai conseguindo apagar...é estranhamente BOM!
ResponderEliminarNão há como o BOM que resiste ao passar do tempo.....à loucura da falta dele....às mudanças da vida....
E quando 7 se juntam, uns tão iguais outros tão extraordinariamente diferentes...é porque nada acaba....
Beijinhos .....7 que é sorte então ;)
Claro que sim! O que importa são as pessoas, as suas atitudes, a sua educação. O resto, são números. E estes não mostram as caras, portanto, não interessam.
EliminarA vida ajuda-nos a cruzar com muitas pessoas e, anos mais tarde, percebes como o filtro funcionou. E, já sabemos, ficou quem realmente interessa.
É indescritível a sensação de relação diária, que sentimos quando estamos com quem não está sempre. É bom e não tem explicação.
Ahah. Sete para ti também ;)