27.11.13

Oferecer reconhecimento aos homens e mulheres que tomam a seriedade dos seus ofícios.

A matéria dissipa-se, assim seja a vontade do malogrado intelecto. Julgam as almas supimpas dos redundantes postos. Quais pombo de correio, mas de elegantes anilhas, banhadas pelo mais pesado e resplandecente ouro. Vão propagando as suas brilhantes arquitecturas que predominam na propriedade da sua inteligência. Temos o dever de não consentir o preconceito. Tanto sabe um doutorado, que carrega também um mestrado e uma licenciatura, como aquele que se ficou pela quarta classe ou não ultrapassou o nono ano de escolaridade. Não esquecendo, claro está, os que se classificaram com o décimo segundo ano. A sabedoria cabe-lhes e serve-lhes a todos. Serão disparatadamente diferentes. Igualmente valiosos. Mas compostos de substância e relevantes interesses para qualquer sociedade. É, fatalmente, verdade. Fazem-nos todos, muita falta. Esperamos, por todos, que nunca nos faltem os seus ofícios.

6 comentários:

  1. Quando se valoriza o lado superficial das pessoas, não se lhes conhece o melhor...o mais importante. O mais valioso perde-se no estatuto de posição financeira ou educacional... subvaloriza-se o exterior..
    Quando nascemos somos todos iguais, continuamos assim vida fora, independentemente do que se "adquire". Apenas o que trazemos do "berço" se mantém. Haja sempre cozinheiros que nos alimentam, varredores que mantêm a nossa cidade limpa, padeiros e pasteleiros, varredores, varinas e por aí...
    São sábios e trabalhadores...e pessoas.
    Como sempre...haja bom senso e bom coração.
    Beijinhos **

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    1. Não quero acreditar que temos toda uma sociedade de visão deturpada, mas a verdade é que muitos de nós, parceiros desta sociedade, desvalorizamos tanto do que nos faz falta, apenas e só, porque não os vemos. Precisamos das coisas, dos serviços e eles aparecem concluídos. Quem os trabalhou? Não sabemos.
      Como tu dizes e bem, a honra, o respeito, a vontade de trabalhar, o não negar raízes, a educação que sem mordomias nunca foi parca e o todo de bom que constrói uma pessoa não vem, apenas, como exclusividade de uns.
      Haja bom coração :)
      Beijinhos

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    2. Sabes, neste ponto em que estamos a visão anda mesmo toda adulterada.......uns vivem do esbanjamento....outros da aparencia do que não têm, outros à "rasca", os pequenos nem à rasca andam pq já nem esse privilégio lhes é concedido... sobra pouco tempo para olharem para fora do umbigo.
      Mas claro....há boas pessoas....ricas, pobres, medicos engenheiros pedreiros...trolhas...sapateiros...( não consigo chegar aos politicos...que me perdoem a falta de consideração que lhe tenho)....o Panda a Xana Toc Toc que detesto...e afins....
      e pronto...estava eu a ter um momento pesaroso e lamechoso e tu obrigas-me a dizer bacoradas... ;)
      Obrigada
      Beijinhos

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    3. Os tempos são difíceis, é certo. Todos sabemo-lo, muitos o sentem. Como em tudo, quando chega, não é igual para todos. Extingue-se a chamada classe média, surgem números absurdos de pessoas abaixo do limiar da pobreza. Mas ricos, pobres ou remediados, devemos-lhes respeito e consideração. Quantas e quantas pessoas se superam todos os dias para puderem trabalhar.
      O trabalho não é definição de ninguém, ou quase ninguém. Sabemos que nem todos fazemos o que gostaríamos. Mas há ofícios que são feitos com prazer. Tudo o que é feito por bem deve ser reconhecido.
      Não são bacoradas, chamar-lhe-ei antes sentido de humor à flor da pele ;)
      Beijinhos

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  2. Haja honestidade para vermos o melhor das pessoas e não só aquilo que representam enquanto profissionais :)

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    1. As profissões são postos efémeros e estão longe de ser a definição integral de uma pessoa. Falta-nos a honestidade e a vontade de ver para lá do óbvio. Eu vou ficando, sempre muito feliz, quando vou conhecendo pessoas tão diferentes e essenciais. Na vida e na profissão :)

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